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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

CHEGOU NOVIDADE: INSTITUTO TODO BLACK É POWER

dezembro 16, 2015 1
No último domingo (13/12) as blogueiras negras de Belo Horizonte foram convidadas ao pré-lançamento exclusivo de um novo espaço de beleza e cultura aqui na capital, o Instituto Todo Black é Power e neste post vou contar detalhes para vocês sobre esta super novidade!
O Instituto Todo Black É Power foi pensado para ser um espaço de beleza, cultura, empoderamento e como o próprio slogan do espaço diz "Nossa Beleza é Cultural", o Instituto promete valorizar isto muito além da estética! Um espaço de beleza que valoriza a a "cara do negro" e que não traz "soluções para seu cabelo" afinal, respeitando suas raízes eles tem consciência de que ele não é um problema a ser resolvido, absolutamente. 
No lançamento pudemos conhecer todos os detalhes da missão deste novo projeto, agora Belo Horizonte tem um espaço dedicado aos cabelos afros naturais ou em transição! Isto mesmo, um local que vão cuidar não só do lado de fora, mas também entender o que se passa do lado de dentro das nossas cabeças quando decidimos assumir as nossas origens naturais! Já imaginou um centro de estética que as crespas e cacheadas podem ir sem medo de terem os seus cabelos alisados "acidentalmente"? Porque isto acontece e não é pouco não! Eu mesma morro de vontade de fazer uma escova e ao mesmo tempo morro de medo de usarem um pente sujo de restos de progressivas ou alisantes. Aliás, morria, agora nós temos o Instituto onde sabemos que as químicas de transformação ficam totalmente de fora, não é o máximo? Além de serviços como manicure, pedicure sem que você se sinta observada e julgada o tempo todo pelos profissionais em relação ao seus cabelos! 
  

Além da estética o Instituto Todo Black é Power agrega também uma loja de colaboração coletiva. Aquelas roupas e acessórios que normalmente só encontramos em feiras afro sabem? Pois vai ficar tudo fácil de encontrar num shopping do hiper-centro de Belo Horizonte, como diria a proprietária Dandara Elias "é como se fosse uma C&A dos pretos dentro do shopping" , você não vai mais precisar esperar acontecer uma feira para encontrar suas roupas e acessórios favoritos! A ideia é reunir vários empresários afros e colocar suas peças com exposição digna do valor dos seus trabalhos, num  lugar onde o consumidor possa ir, olhar, ter comodidades como comprar com cartão de crédito e etc...



"Vocês só cuidam de cabelo "assim" ou cuidam de cabelo normal também?", esta foi uma das perguntas que a proprietária Dandara Elias teve que ouvir e responder de forma profissional até agora. As pessoas ainda não se acostumaram que a nossa estética e nossos traços são normais e não "exóticos" portanto, um espaço que valorize a nossa identidade e entenda que mais do que valores externos a nossa estética representa ancestralidade, é totalmente necessário ainda nos dias de hoje. A decoração do espaço é completamente étnica e conta muita história, como por exemplo, estes tecidos pintados a mão trazidos da África do Sul por Dandara num intercâmbio que realizou por lá.




O Instituto está preparado para receber todas as pessoas crespas de Belo Horizonte e tem planos para que o Brasil inteiro possa receber este modelo de negócio. Mais do que faturar (e é óbvio que é o que desejamos para este negócio, sucesso e dinheiro!) o Instituto quer que sua essência permaneça, cresça e siga! O empreendimento conta com um espaço chamado "Sala Preta" onde serão ministrados palestras, cursos, acontecerão reuniões tudo para o empoderamento do povo negro. Não é falácia que nossa beleza é cultural, precisamos sempre que possível agregar conhecimento aos nossos argumentos e a "Sala Preta" do Instituto Todo Black é Power servirá para isto. Outro diferencial do espaço que é importante frisar é o fato de que agora as crespas e cacheadas em transição tem um espaço que também é para elas. No instituto elas poderão encontrar tratamentos, terapias capilares e porque não, apoio psicológico para passar de forma tranquila por esta fase tão chatinha não é mesmo?



Foi um prazer poder conhecer o espaço em primeira mão e saber da novidade para espalhar por Belo Horizonte: nós agora temos um local que não nos trata como um problema a ser resolvido mas sim com uma beleza a ser ressaltada e mais do que isso, valoriza a consciência política e estética dos seus colaboradores sabendo que representatividade faz toda a diferença na tomada de consciência racial! Só pelo fato de você conhecer uma mulher negra empresária, especialista em alguma área ou em qualquer posição de destaque na sociedade e esta mulher se posicionar de forma crítica diante de tudo usando sua estética como afronte, a nossa visão de "lugar do negro" no mundo muda e esta é mais uma missão do Instituto Todo Black é Power, mostrar que todo Negro é poderoso sim e nós não precisamos negar a nossa estética para ocupar os lugares. Vai ter crespo poderoso sim!
O Instituto fica localizado à Rua Saturnino de Brito, 17 - Centro de Belo Horizonte - 2º Piso do Uai Shopping, em frente a rodoviária. Super fácil o acesso e não tem desculpa, você pode ligar e agendar o seu horário através do telefone (31) 9 9245 5600. Vale muito a pena separar um tempinho para conhecer o espaço!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ROLOU EM BEAGÁ: BAZAR DEUSAS URBANAS

outubro 14, 2015 0
Foto: Dalila Flor

Oi leitoras e leitores empoderados, tudo bem com vocês?
O post de hoje é para contar de um evento super legal que aconteceu aqui em Belo Horizonte no último final de semana! A Feira DEUSAS URBANAS reuniu no Bairro Floresta região leste da capital, afroempreendedores, blogueiras negras, ativistas digitais, imprensa negra, coletivos negros e simpatizantes do movimento neste domingo (11 de outubro).
O objetivo desta feira é promover o empoderamento feminino negro através da valorização da estética além de promover a integração entre consumidores e produtores negros, fazendo a economia do nosso povo girar para nós, conosco e principalmente a nosso favor! O que eu quero dizer com isto?
Muitas marcas tem produtos e até mesmo linhas inteiras voltadas para o público negro mas muitas destas esquecem que além de produzir "para nós" precisam estar conosco e principalmente do nosso lado. Quer um exemplo? Não adianta nada produzir uma linha de produtos para cabelos afro por exemplo e na hora de lançar, não convidar consumidores negros para conhecer os seus produtos. Outro exemplo? Não adianta produzir milhares de produtos para os cabelos crespos/cacheados e colocar todo o marketing voltado para mostrar o quanto o nosso cabelo "é ruim" e precisa daquele produto para ser "melhor".
Os afroempreendedores individuais presentes no evento tem toda essa preocupação de produzir para nós, conosco e ao nosso lado. Ponto para eles!



Foto: Damiana Rodrigues
NÓS DO CABELO - O evento proporcionou ainda, uma roda de conversa com mulheres negras que realizam trabalhos importantes de empoderar e conscientizar o povo negro, Stefaniny Ratto e Jessica Pinheiro que estavam presentes nesta roda são as idealizadoras de um projeto que busca demonstrar que o assumir o cabelo natural é muito além de "modinha" ou "estética", é sim um ato político de afrontar este padrão "liso" da sociedade.


JORNAL AFRONTA - A Jornalista Etiene Martins, contou sobre o seu trabalho no Jornal Afronta e sobre como surgiu a ideia de criar a publicação. Fortalecer a mídia negra nacional é fundamental para que nós tenhamos aquela famosa sensação de pertencimento a qual eu vivo reforçando aqui no blog! Se você liga a tv e se sente na Europa assim como eu por diversas vezes, será que não está na hora de desligar e procurar um canal onde você se veja? Sabemos disto nas mídias digitais mas a Etiene que hoje é editora chefe do Jornal Afronta, resolveu tornar isto palpável! Neste projeto feito com muito amor e pouca grana, a jornalista conseguiu colocar para circular em Belo Horizonte um jornal feito de nós para nós, com a intenção de informar e formar a opinião dos negros da nossa região.


Foto: Dalila Flor
O evento contou ainda com a cobertura do blog Criando Borboletas escrito pela Dalila flor! Com uma visão politizada sobre o assunto cabelo x empoderamento feminino, a Dalila estava lá registrando tudo!
Estavam presentes também os integrantes do Coletivo Na Raça, prestigiando o evento e disseminando as ideias do trabalho bacana que eles já desenvolvem na cidade.
Foto: Coletivo #NaRaça




A próxima parada da feira é em São Paulo no dia 14 de Novembro e você pode acompanhar todos os detalhes pela página do evento. Eu se fosse vocês não perderia este encontro. Colar no quilombo é sempre fortalecedor!

Abraço a todos até o próximo post.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

LOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

agosto 20, 2015 2
Hoje novamente estamos falando de moda negra, feita por negros e para negros. Eu passeando pelo Facebook conheci a página da Chant que vai ser a referência de hoje aqui no blog, conheçam a loja afro Maria Chantal!
A essência da Loja Maria Chantal é valorizar a nossa estética não só por fora, chega a ser quase um "carinho na alma", além das peças na página tem várias imagens de frases que a Chant escreve e compartilha diariamente na intenção de empoderar as mulheres negras, eu acho isso maravilhoso! A descrição da página no Facebook me chamou muito a atenção, afinal, não adianta só afrocentrar tem que haver essência para nos conquistar não é?

"Camisas e turbantes artesanais que enaltecem a cultura e estética negra. Tendo em vista que o racismo e as suas consequências são motivos da baixa autoestima da comunidade negra. Tenho como objetivo enaltecer a nossa auto estima, por meio de estampas que levam frases e ilustrações que nos representam da melhor forma possível. Todos os produtos são extremamente artesanais, o que os torna praticamente exclusivos. Faço cada um com muito carinho e amor, espero que gostem."
Trouxe para vocês conhecerem aqui no blog, algumas estampas da grife e na loja virtual que eu vou deixar o link ao final deste post tem muito mais que  vocês precisam conferir, inclusive para o público masculino!

Fotos: Chantal
LOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

Em 2013 Chant criou uma marca com 3 amigos que cursavam Produção de moda junto a ela, a marca se  chamava Nada em Comum Customização e o foco era o público jovem feminino em geral. Ao longo do tempo os integrantes foram saindo e acabou sobrando apenas Chanti. Quando começou o curso de design gráfico foi proposto pra que cada aluno criasse uma marca pra algum conhecido que precisasse e uma das colegas, Stephanie Gonçalves, escolheu redesenhar a marca Nada em Comum CustomizaçãoJá que ela já estava atuando praticamente sozinha não haveria motivo pra continuar carregando o nome ‘Nada em Comum’ e então mudaram para o nome atual.

Foto: Leah Jane MuschLOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE 

Foto: Leah Jane Musch LOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

Foto: Stephanie GonçalvesLOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

Finalizaram a nova marca em Agosto, mas a atuação da marca Maria Chantal começou em Março desse ano com tutoriais de amarrações de turbantes no YouTube, ilustrações e recentemente as camisas.

Foto: Stephanie GonçalvesLOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

Foto: Leah Jane Musch LOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE
Foto: Stephanie Gonçalves

Como já foi dito, o objetivo é enaltecer a autoestima da comunidade negra por meio de fotos ligadas a moda, ilustrações e frases que representem e a grife está em busca também de trazer para comunidade negra uma visão de África diferente daquela que aprendemos na escola àquela história que a supremacia branca faz questão de esconder como por exemplo, a questão do antigo Egito ser negro e não este Egito branco que insistem em representar na mídia. Carecemos muito de boas representações e não convém a mídia fazer isso, então a Maria Chantal é uma das que está fazendo.

Foto: ChantalLOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

Fotos: ChantalLOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE
“Durante o curso de Design uma colega preta reproduziu racismo, chamou eu e outro colega de macacos. Isso acabou me aproximando mais ainda da militância por isso procuro por meio da marca também conversar sobre alguns assuntos que estão ligados a nós.”

Uma coisa legal é que a grife é altamente personalizável. Isso mesmo, você pode criar a sua frase, seu protesto ou mesmo enviar um pensamento para que a Chant transforme em estampa, assim outras pessoas poderão ver, gostar e usar também. Achei isso o máximo!

A estilista da grife deu uma entrevista pro blog, contanto um pouco sobre a sua visão de moda negra:

LOJA AFRO MARIA CHANTAL: NEGROS DE GRIFE

Como você definiria "o lugar do negro" na moda e qual a sua opinião sobre como isso poderia ser melhorado?
O sistema em que vivemos expressa seu racismo em todas as áreas e na moda não seria diferente. Ainda estamos muito atrás das cortinas, precisamos estar debaixo dos holofotes. Não podemos nos saciar com as migalhas de 1 ou 2 modelos negros em um desfile precisamos de mais negros sendo empregados, estejam falando de " África" ou não.
Precisamos também conhecer estilistas negros, eles existem. Descobri a pouco tempo por intermédio de uma amiga a existência da estilista negra Ann Lowe, até então me inspirava em Chanel, mas agora eu me inspiro nela.

Na maioria das fotos as estampas são carregadas por mulheres negras, existem planos de expandir para o público masculino?
Sim. Na verdade as minhas camisas são unissex, apesar de ser o publico feminino quem mais consome. O que na verdade muda são os cortes. Mas em breve estarei fazendo estampas pontuais pro público masculino a auto estima do homem negro precisa ser enaltecida, ultimamente tem sido trabalhada apenas a auto estima da mulher.

Além da Maria Chantal, você tem outros projetos ligados a moda?
Não tenho mais nenhum outro projeto ligado à moda, mas tenho outros projetos por exemplo o Coletivo Black Flower que visa trabalhar a auto estima de crianças e adolescentes e oficina de customização de objetos.

Estilo é algo próprio e a Maria Chantal se mostra preocupada em valorizar as formas reais das mulheres negras, as suas modelos são "mulheres comuns" ou modelos profissionais?
São  mulheres comuns....rs. Na verdade na maioria das fotos sou eu mesma e Stephanie Gonçalves (minha irmã de alma).

Abaixo, estão os contatos da Grife para que vocês possam conhecer mais do trabalho e quem sabe usar e abusar? As peças são lindas e o trabalho dela é maravilhoso, vale a pena conferir!

CONTATOS:
FACEBOOK   |   INSTAGRAM   |   LOJA VIRTUAL   |   E-MAIL

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

#MODA: NEGROS DE GRIFF - GRIOT

agosto 14, 2015 2

Oi gente, como vocês estão? Espero que afrontando e resistindo sempre!

O assunto de hoje é moda e eu não me canso de falar que o ato de admirar a nossa estética é a maior prova de empoderamento que podemos dar visualmente falando, quando eu olhava os desfiles de moda no jornais e na tv (porque era o mais próximo de moda que eu chegava) eu sempre enxerguei mulheres brancas, traços finos, cabelos lisos, quadris estreitos, barriga chapada... e o que isso tem a ver comigo? Nada nem! Confrontar estes padrões de beleza e imprimir nossa marca em todos os espaços deve sim fazer parte da nossa resistência, enegrecer os espaços acadêmicos da moda por exemplo é um ato necessário! Eu tenho pessoas de todo o Brasil no meu Facebook pessoal e lá na página e eu tenho visto cada vez mais pretos e pretas se vestindo bem, com estilo próprio e sem a necessidade de embranquecer pra se sentirem encaixados.
Exatamente por ter tantas pessoas de locais diferentes no Facebook que eu vejo de tudo e foi assim que eu conheci a página GRIOT desde então sou completamente apaixonada pela página e principalmente pela proposta a que ela se dedica. Dá só uma olhada na Bio da marca:
GRIOT - Desde criança apaixonado por arte, Rafael vulgo 'raffaarts', conheceu a arte Urbana (graffiti) e ao longo dos anos foi buscando um estilo. Em 2013 começou a rabiscar umas figuras negras em seu sketchbook e postar nas redes sociais, sem pretensão.Começaram a vir comentários positivos, que aqueles desenhos virariam ótimas estampas. Por já ter trabalhado como modelo e em loja de roupas, Rafael viu que faltava uma representação da beleza negra. Em 2014 produziu sua primeira estampa, criando sua marca ainda sem nome.Conversando com seu primo sobre a cultura negra chegaram ao que hoje é o nome da marca.Assim nasceu a marca GRIOT.
GRIOT é como são chamados os contadores de historias na África. GRIOT tem como base referencias étnicas e urbanas... Estampas com riqueza de detalhes e que transmitem uma mensagem.
As estampas são lindas e eu trouxe pra blog algumas fotos da página que eu mais gostei para que vocês possam ir conhecendo o trabalho. Toda essa pegada urbana e as referências vindas da arte de rua ficam super evidentes nas fotos e eu acho isso fantástico!

Foto: Rafael Faustino
Foto: Cauê Nascimento
Foto: Rafael Faustino


Moda é isso, é rua, é dia-a-dia, é o que de fato dá para usar em corpos e mulheres reais. Eu penso que só o fato de ser mulher negra vestindo estilo você já incomoda, vestindo moda feita para negras então?
N E M   I M A G I N E  O  T A M A N H O   D O   L A C R E !

Fotos: Rafael Faustino

Foto: Rafael Faustino

Foto: Rafael Faustino


Uma proposta bacana da GRIOT é mostrar que a moda pode ser simples sem deixar de ser moda, você não precisa necessariamente gastar vários salários mínimos para ter um guarda-roupas completo e que funciona! Olha que proposta bacana nessa imagem:
Fotos: Rafael Faustino


Eu fiquei apaixonada, isso está salvo no meu celular, serve de inspiração e essa é uma outra dica super bacana que eu recebi de uma amiga e hoje tem sido bem útil: viu um look que você achou bacana? Guarde isso e você pode reproduzir depois, com suas próprias peças e se sentir tão linda quanto!

O Rafael Faustino criador da Griot, deu uma entrevista bem legal para o blog, a respeito da sua visão sobre a moda:
Como você definiria "o lugar do negro" na moda e qual a sua opinião sobre como isso poderia ser melhorado?

Já trabalhei um tempo como modelo e desde aquele tempo é muito difícil, chegava em trabalho que só eu era negro. Mesmo com tantos profissionais negros na área ainda é muito difícil, consumimos os produtos e não temos espaço pra representa los tanto no fashion quanto na publicidade. Quando criei a Griot foi pensando em tentar mudar esse cenário, fazer ensaios que mesmo na minha limitação fossem bacanas e mostrassem que o negro tem muito talento sim, está ligado na moda e é lindo.

Na maioria das fotos as estampas são carregadas por mulheres negras, existem planos de expandir para o público masculino?

Existe sim, já tenho algumas estampas mas estou resolvendo algumas coisas de confecção.

Além da Griot, você tem outros projetos ligados a moda?

Na verdade todos interligados, também faço ilustração e pinto quadros.

Estilo é algo próprio e a Griot se mostra preocupada em valorizar as formas reais das mulheres negras, as suas modelos são "mulheres comuns" ou modelos profissionais?

Algumas são modelos profissionais e outras não. Os ensaios da Griot não tem um padrão, todas que tiverem despostas a abraçar a causa é bem vinda tanto que já fizemos com baixinhas, altas, carecas... O último ensaio foi Plus, com uma amiga que é maquiadora!!


Abaixo eu vou deixar todos os contatos da GRIOT e vocês podem conferir mais desse trabalho lindo. Eu amei conhecer a grife e espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu!

FACEBOOK  |  E-mail  |  Telefone de Contato: 1198330-9686

Beijinhos e até a próxima!




quarta-feira, 12 de agosto de 2015

AFROCENTRISMO: COMO VOCÊ ENCARA?

agosto 12, 2015 2
Muito ouvimos nos dias atuais os negros falando (de forma positiva ou negativa) do tal "amor afrocentrado" mas o afrocentrismo vai além dos relacionamentos amorosos. Atualmente a sociedade brasileira é considerada a maior população negra fora da África e mesmo assim, já repararam como é difícil quando você vai tentar dar preferência a ser atendidx por um profissional negro em qualquer área? Afrocentrar é uma opção difícil mas enriquecedora acreditem, é preciso desconstruir o racismo institucional que afasta os empreendedores negros dos consumidores negros Precisamos fomentar o nosso mercado para termos visibilidade!



Está em alta a pauta "Amor Afrocentrado", que é relacionar-se afetivamente apenas com pessoas negras mas é preciso deixar claro que isso deve ser uma opção natural, clara e que não represente nenhum sofrimento ou você corre o risco de gritar aos sete ventos discursos vazios sobre afrocentrar o seu amor e na hora de assumir um relacionamento sua "preferência"  pode ser criticada e essa falácia de "amor não tem cor" não vai colar ok? 


Afrocentrar é mais que isso e eu sugiro que vocês tentem, um pouco de cada um e nosso povo se fortalece a cada dia!

Uma pesquisa do Sebrae mostrou que 50% dos MEI's (Micro Empreendedores Individuais) e Pequenos Empreendedores do nosso país são negros (ou pardos) e estão espalhados por diversos ramos de negócios, que tal experimentar dar prioridade a estes empreendedores? Restaurantes, lanchonetes, lojas de roupas, calçados, bijuterias, personalizados... Pense no mundo de coisas que você pode comprar diretamente do fornecedor e fortalecer a economia negra no Brasil? O aumento do número de empreendedores negros pode estar diretamente ligado as ações afirmativas que estão sendo implantadas (a passos de tartarugas as vezes) em nosso país e apoiar isso também é uma ato político.

É preciso fazer uma pausa para os "mas se fosse um branco dizendo isso seria racismo" ou "agora só pode comprar com negro?", entendam de vez que se vocês estudarem história e o deficit social da população negra no Brasil desde a abolição vocês não terão esse pensamento burro!


Voltando ao assunto, afrocentrar pode ser bem legal e enriquecedor faz com que negros que por muitas vezes não teriam outras chances fora próprio negócio cresçam e quem sabe possam gerar mais empregos para a população negra, isso se torna um ciclo maravilhoso aonde mais negros tem oportunidade de crescimento saindo das camadas de pobreza e trazendo mais pessoas negras para cima!  A renda dos negros empreendedores melhorou, mas ainda continua 116% menor que a dos brancos (dado vindo da mesma pesquisa do Sebrae), portanto ainda temos muito a fazer para equilibrar essa balança. E eu repito: se cada um fizer a sua parte isso vira um mar de ações positivas! 
Entrar numa loja e preferir ser atendido por um vendedor negro, decorar a festa do seu filho ou seu casamento com empresas de afroempreendedores? Existem empresas negras e afrocentrados especializados em enegrecer a sua festa com estilo e bem gosto. É simples, é legal e acima de tudo é valorizar a negritude no outro, reconhecer os talentos do irmão e da irmã. Conhecer o trabalho de um empreendedor negro pode ser o primeiro passo para fazer a nossa economia girar, tentem uma coisa de cada vez e façam esse ciclo de ações positivas acontecer!

Conhece algum empreendedor negro ou você é um afroempreendedor? Pode deixar o link do trabalho dele aqui nos comentários que a gente faz questão de divulgar!

Abraços e até o próximo post!


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