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quarta-feira, 24 de julho de 2019

PRIMEIRA MOSTRA NACIONAL DE MÍDIA NEGRA E FEMININA

julho 24, 2019 0
Belo Horizonte recebeu no último dia 19 de julho a PRIMEIRA MOSTRA NACIONAL DE MÍDIA NEGRA E FEMININA do país. 
Foto: Marcelo Teodoro | Clube de Blogueiras Negras
O Clube de Blogueiras Negras apresentou para  o público o resultado de três edições do projeto "Sou Negra e Quero Falar" da jornalista Lívia Teodoro (Blog Na Veia da Nêga).

O evento promovido pelo Clube de Blogueiras Negras divulgou a produção das participantes do projeto "Sou Negra e Quero Falar", todo o conteúdo foi idealizado ao longo de três edições deste projeto. 
A Mostra foi realizada com o apoio do Fundo Feminista Internacional "Frida Fund".
O projeto "Sou Negra e Quero Falar" #SNeQF é uma criação da jornalista Lívia Teodoro, com produção executiva de Zaíra Magalhães e contou com financiamento do Fundo Feminista e apoio da Artigo 19 em suas duas primeiras edições. 

Confira as fotos do evento:

quarta-feira, 27 de março de 2019

Liniker e os Caramelows levam o repertório de Goela Abaixo para o palco!

março 27, 2019 0
Foto: Leila Penteado
Goela Abaixo é um disco de muitos CEPs. O segundo disco da carreira de Liniker e os Caramelows teve registros feitos em Portugal, na Alemanha, em São Paulo, Araquara, entre outros. Isso se deu devido à movimentada agenda de shows da banda. É como se o álbum fosse fruto da estrada. E é pra ela que o trabalho volta. No dia 30 de março (30/03), sábado, o grupo apresenta o novo show no Sesc Palladium, em Belo Horizonte. Os ingressos já estão à venda e podem ser encontrados aqui.
“É um som para respirar, para dançar espaçado e sentir para onde cada faixa leva”, diz a cantora e compositora Liniker Barros sobre Goela Abaixo, que tem produção assinada por Rafael Barone, baixista dos Caramelows.

No palco, os momentos intimistas do álbum são mantidos, a exemplo das músicas que são guiadas por piano: “Claridades”, “Initimidade” e “Amarela Paixão”. Ainda assim, a já conhecida explosão dos grooves do conjunto ao vivo se mantém.
Para a turnê de Goela Abaixo, também há novidades na formação da banda. Além de Liniker Barros (voz), Rafael Barone (baixo), Pericles Zuanon (bateria), William Zaharanszki (guitarra), Renata Éssis (backing vocal), Marja Lenski (percussão), Fernando TRZ (teclados) e Éder Araújo (saxofone), um trompetista e uma backing vocal somam ao time.
Na parte visual do novo show, o destaque vai para as projeções da VJ Laura do Lago.

Vamos nos ver?
Quando: Dia 30 de Março, às 21h00.
Onde: No Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046 - Centro - Belo Horizonte)
Quanto: Os ingressos custam à partir de R$30,00, que podem ser comprados através do site ou presencialmente na bilheteria do Sesc Palladium.



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PRÊMIO LÊDA MARIA MARTINS - SEGUNDA EDIÇÃO

dezembro 11, 2018 0
Equipe do Prêmio, Leda Maria Martins
O Prêmio Leda Maria Martins celebra as produções negras de teatro, dança e performance de Belo Horizonte, de todos os tempos.

Para a segunda edição, a novidade da premiação é a relação da Arte e a Educação. A equipe da premiação é formada por homens e mulheres que, além de artistas, são pesquisadores em Educação na Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG). 

Luciana Matias, Evandro Nunes, Eneida Baraúna, Rikelle Ribeiro, Ana Martins, Denilson Tourinho, Letícia Souza e Guilherme Diniz, compõe a equipe que coordena a premiação este ano.

A premiação acontece no próximo dia 12 de dezembro, quarta-feira, às 18:00. O evento será realizado no Auditório Paulo Camillo – Rua Bernardo Guimarães, 1600, no bairro de Lourdes.

A entrada gratuita, então não tem desculpa para não prestigiar a nossa cultura, não é mesmo? Mas, fiquem atentos, a capacidade de público será reduzida e o espaço sujeito à lotação.

Mais informações através do e-mail: premioledamariamartins@gmail.com.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

'SOU NEGRA E QUERO FALAR': PRIMEIRA EDIÇÃO EM BELO HORIZONTE

novembro 12, 2018 0
Aconteceu em Belo Horizonte, entre os dias 07 e 11 de Novembro, a primeira edição do projeto Sou Negra e Quero Falar, do Clube de Blogueiras Negras.
Foto: Clube de Blogueiras Negras
A formação que tem apoio da Artigo 19 e financiamento da Embaixada do Canadá formou dez youtubers negras de todo o Brasil para que o conteúdo que elas produzem ganhem ainda mais qualidades.

Idealizado pela Blogueira Lívia Teodoro, do Blog Na Veia da Nega o projeto tem a produção executiva da Divindade Cultural - Zaíra Magalhães. 
A Artigo 19 é uma agência não governamental nascida em Londres que defende os Direitos Humanos e a proteção de comunicadores que atuam neste contexto e apoiou o Clube de Blogueiras Negras na construção e realização do primeiro curso para Youtubers Negras realizado no Brasil.

A formação que foi pensada para fortalecer o trabalho de mulheres negras que utilizam a plataforma do YouTube como ferramenta de ativismo digital contemplou: segurança digital, análise do discurso, planejamento de mídias digitais e produção de vídeo.


terça-feira, 25 de setembro de 2018

"JOSEPHINE BAKER - A VÊNUS NEGRA" ESTREIA EM BELO HORIZONTE

setembro 25, 2018 0
MUSICAL APRESENTA A APAIXONANTE HISTÓRIA DE UMA DAS MULHERES MAIS EXTRAORDINÁRIAS DO SÉCULO XX


Pela primeira vez em BH, “Josephine Baker - A Vênus Negra” retrata com muita qualidade, de forma bem humorada e envolvente a vida da primeira grande estrela negra das artes cênicas


Espetáculo acontece nos dias 29 e 30 de setembro e terá tradução para Libras nos dois dias e audiodescrição no domingo



Walter Daguerre narra, em ordem cronológica, a apaixonante trajetória de uma das mulheres mais extraordinárias do século XX que sofreu racismo e preconceito nos EUA, seu país de origem, e virou estrela na França, unindo humor, talento e militância. Estamos falando de Josephine Baker: dançarina, cantora, ativista, espiã condecorada por Charles de Gaulle e mãe adotiva de 12 crianças de diferentes etnias.


Pela primeira vez em BH, o musical dirigido por Otávio Muller é sucesso de público e crítica. Josephine Baker - A Vênus Negra teve, em 2017, 8 indicações ao Prêmio Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural e APTR 2017. Quem interpreta de forma impecável essa mulher tão irreverente é a atriz Aline Deluna. É ela quem recebe o público no teatro e inicia a peça contando sobre a história da personagem. Aos poucos, ela vai se vestindo dos elementos que compõem a Josephine. Acompanhada do trio de músicos Dany Roland, Christiano Sauer e Jonathan Ferr, que também se distribui em diversos papéis durante o espetáculo, ela encanta o público dançando e cantando, em vários idiomas, maravilhosamente bem. A seleção musical executada ao vivo durante todo o espetáculo e o figurino deslumbrante produzido para a personagem de Aline Deluna são de um refinamento surpreendente.


“Chegamos ao conceito da peça depois de ‘esbarrarmos’ em Oswald de Andrade. Ele e Tarsila do Amaral hospedaram Miss Baker quando ela esteve pela primeira vez no Brasil. Oswald acabou nos influenciando muito e nosso espetáculo ganhou contornos Tropicalista-Antropofágicos. O que tem tudo a ver com Josephine Baker, que defendia a miscigenação, portanto a mistura, como caminho para a harmonia entre os povos”, conta o autor, Walter Daguerre.


Josephine Baker
Nascida no ano de 1906, em Saint Louis, no Missouri, (sul dos Estados Unidos), onde o racismo e preconceito imperavam, Josephine Baker não teve uma vida fácil. Aos 8 anos já trabalhava como artista de rua e, também, como faxineira e babá para ajudar no sustento da família. Aos 13 anos, ela fugiu de casa e começou a trabalhar como garçonete em uma casa noturna. Enquanto adolescente, aos 15 anos, se casou, divorciou, chegou a participar de espetáculos de vaudeville de St. Louis Chorus e, em seguida, se mudou para Nova Iorque, onde fez parte de um grupo de dançarinas e atuou em alguns espetáculos da Broadway, nos anos de 1921 e 1924. Em busca de aceitação e liberdade, Josephine Baker, aos 19 anos, se mudou para Paris (onde se naturalizou depois). A esquerda, Aline Deluna.


Apelidada de Vênus Negra, pela sua beleza e amor pela humanidade, aos 20 anos, Josephine estava mundialmente famosa por toda sua dança irreverente, sensualidade, bom humor, deboche com seu saiote de bananas desafiando todos os padrões dos anos 1930.


Considerada a primeira grande estrela negra das artes cênicas, na vida real a artista lutava pela igualdade racial e paz entre os povos. Nos anos 50 ela trabalhou como espiã da Resistência Francesa e apoiou o movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King (marchando ao lado dele contra a segregação racial), nos EUA. Seu ativismo social e político rendeu a ela duas das mais altas condecorações da França: Cruz da Guerra das Forças Armadas Francesas e a Medalha da Resistência. Também recebeu do presidente francês, Charles de Gaulle, o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.


Outras curiosidades sobre Josephine Baker: ela esteve quatro vezes no Brasil. Em uma delas se apresentou com Grande Otelo, no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, teve um relacionamento com Frida Kahlo, tinha um guepardo de estimação e era mãe adotiva de 12 crianças de etnias diferentes, a qual ela chamava de Tribo Arco-Íris.


Mostra Cine Brasil Teatro e Música


Iniciativa do Cine Theatro Brasil Vallourec, a Mostra tem patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de médicos cooperados e colaboradores, e da Vallourec, ambos via Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Além de primar pela qualidade artística dos espetáculos, a Mostra se destaca pela excelência técnica do teatro e pela experiência sempre marcante de visitar o prédio histórico em estilo Art Déco, com seus belos corredores, escadas e luminárias. Situado na Praça Sete, O Cine Theatro Brasil é um dos símbolos de Belo Horizonte e polo irradiador de cultura e lazer no centro da cidade.


Na edição de 2017, a Mostra teve mais de 12 mil pessoas presentes em suas atividades. Foram oito montagens teatrais e três shows musicais, alguns deles com duas apresentações, totalizando 19 datas de espetáculos. Dentre as atrações do ano passado, alguns destaques foram as peças Antígona, Morte Acidental de um Anarquista, 12 Homens e Uma Sentença, Depois do Amor, e os shows de Bebel Gilberto e Arnaldo Antunes.



Vendas:
Bilheteria Cine Theatro Brasil Vallourec ( Av. Amazonas, 315 – Centro)
Loja Eventim (Shopping 5ª Avenida: Rua Alagoas 1314 - Loja 20C– Savassi). Sujeito a taxa de conveniência.
Classificação: 12 anos
Duração: 80 minutos
Informações: (31) 3201-5211 – www.cinetheatrobrasil.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

É COISA DE PRETO, COISA DE NEGÃO!

setembro 10, 2018 0
"- É porque o preconceito começa de vocês mesmo..."
"- Não começou de mim mesmo não, amigo, dá uma puxadela no teu calendário aí que tu vai ver que começou tem coisa de 400 anos... Eu sou de 93..."

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Yuri Marçal - Humorista Carioca. Foto: Reprodução da Página Oficial do Facebook

O humor negro vai, finalmente, ser apresentado em Belo Horizonte, no próximo dia 16 de Setembro, no Teatro Ouro Minas. Junto de Yuri estarão outros humoristas, Thiago Carmona, Fred Café e Gui Preto. Eles prometem um espetáculo "com objetivo de promover a cultura afro e fortalecer a luta pela classe." (Sympla)

O jovem de 25 anos ficou conhecido por mim através de vídeos com o tal humor negro de que tanto gosto, piadas ácidas, assertivas e muito engraçadas que incomodam os lugares de privilégio social. A ironia na medida de Yuri e a forma como utiliza situações do racismo cotidiano para confrontar a branquitude fazem de Yuri um grande sucesso. 

O racismo reverso toma corpo e fica evidentemente engraçado na interpretação de Yuri. O vídeo Mulher Preta, que já conta com mais de 1,3 milhões de views no Facebook, fala com muito bom humor sobre amar a nossa estética no outro, uma forma engraçada de rebater o famoso "amor não tem cor", que tanto se ouve na internet.


"Mulher preta é Deus, cara!"


Com mais de 190 mil seguidores, o ator ganha cada vez mais espaço com a ressignificação do conceito de "humor negro", mostrando que coisa de preto é fazer um humor que não ofenda ou ataque a subjetividade de outras pessoas, provando que é possível se divertir sem ser racista e fazer piadas que envolvem pretos sem ser ofensivo.

Por enquanto a peça tem apresentação única em Belo Horizonte, os ingressos custam R$30,00 e podem ser adquiridos através do Sympla

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

EXPOSIÇÃO EX AFRICA NO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL EM BELO HORIZONTE

dezembro 21, 2017 0
Foto: Pedro Augusto

O Centro Cultural Banco do Brasil em Belo Horizonte recebe até o dia 30 de dezembro a exposição EX AFRICA. Instalações e quadros que incentivam a interação do público com as obras, incluindo produções audiovisuais, nos convidam a conhecer uma África muito distante da África mítica que povoa o imaginário da maioria de nós. A exposição EX ÁFRICA te convida a conhecer países do continente africano que são parecidos conosco, algumas fotos dão a sensação de estarmos olhando Belo Horizonte por uma janela e a parte mais interessante disto é entender que não estamos na distante do nosso continente de origem, as nossas ligações ancestrais vão muito além de vestes tradicionais, turbantes ou mesmo a religião, a EX ÁFRICA exposta no CCBBBH nos leva a acreditar que um oceano de distância hoje é apenas um detalhe, estamos mais ligados e nos parecemos mais do que imaginamos. 

Foto: Lívia Teodoro
Artista: ABDULRAZAQ AWOFESO | Nigéria | "A Thousand Men Can Not Build a City (Mil homens não conseguem construir uma cidade), 2017 | 758 esculturas de dimensões variadas
A intenção da exposição é colocar em evidência a produção cultural de artistas africanos contemporâneos. Nesta exposição estão obras de dezoito artistas, vindos de oito países africanos, que despertam grande atenção internacional, como Ibrahim Mahama, mas que ainda são pouco conhecidos no Brasil. A eles se juntam dois artistas afro-brasileiros, Arjan Martins e Dalton de Paula (Texto retirado do encarte da exposição CCBB-BH). Desta forma é possível conhecer a produção cultural, musical e a criatividade em geral fora do circuito eurocêntrico que estamos tão acostumados. Ver o continente africano fora dos estereótipos míticos que o imaginário colonizado criou é importante para que consigamos sentir mais próximos das nossas origens, entender o continente africano como múltiplo mostra que mesmo sendo tão diferentes entre nós, ainda assim pode haver uma ligação com nosso continente ancestral. 

Foto: Lívia Teodoro
Artista: YOUSSEF LIMOUD | Egito | "Maqam", 2017 | Instalação, Mídias variadas
A mostra não ignora também o nosso passado escravocrata, que não deixa de ser um elo de ligação entre os dois continentes, trazendo imagens que chocam, mas que também nos fazem entender como esta ligação começou, sem ser de forma pacífica e muito menos desejada.

A estética negra é outro ponto explorado de maneira incrível na exposição e é incrível enxergar como somos parecidos, como é possível olhar para os rostos e perceber, além da beleza, como somos parecidos, como qualquer daqueles rostos pode lembrar nossos traços ou da nossa família. Sorrisos sinceros, fartos, que convidam a entrar, quase que um passe para que você interaja com a exposição. 

As salas de audiovisual são um espetáculo à parte, com filmes curtos mostrando uma realidade banal transformada em arte. Acredito que seja esta uma das grandes contribuições da Exposição EX AFRICA, aproximar duas realidades e mostrar uma África banal, banal como a nossa vida e isto faz com que pensemos "Poxa, não é que é assim aqui também?".

Foto: Lívia Teodoro
Artista: KARO AKPOKIERE | Nigéria | "Lagos Drawings (Desenhos de Lagos)", 2015-17 | Impressão digital com pigmento mineral em papel matte
Artista: OMAR VICTOR DIOP | Senegal | "A Marrocan Men (Um Homem Marroquino)", 2014 | Impressão a jato de tinta com pigmento
Destaque especial a parte dedicada à música Pop Africana, isto mesmo! Por vezes o nosso imaginário mítico da África nos faz colocar o continente inteiro com uma conotação apenas religiosa, mas, este é apenas um aspecto do continente africano, existem outros vários como a música pop, por exemplo, que não conhecemos, mas se aproxima muito de nós, mais do que isto: a música também nos aproxima. 



Esta é minha favorita e eu quase dancei dentro do CCBB quando tocou na instalação. São três conjuntos de telas com 4 clipes cada e segurar a vontade de dançar é quase impossível. 

A exposição está aberta à visitação até o dia 30/12/2017 e pode ser vista de quarta a segunda, de 10 as 22 horas, é preciso retirar um ingresso QUE É GRATUITO na bilheteria do local. O Centro Cultural Banco do Brasil fica em Belo Horizonte, Praça da Liberdade, 450, bairro Funcionários e você pode obter mais informações através do telefone: (31)3431-9400.

sábado, 8 de julho de 2017

AS BASES EXCLUSIVAS PARA PELE NEGRA "NEGRA ROSA" CHEGARAM A BELO HORIZONTE

julho 08, 2017 0
BASES EXCLUSIVAS PARA PELE NEGRA "NEGRA ROSA" CHEGAM A BELO HORIZONTE | Foto: Fernanda Rodrigues
No último dia 24 de junho aconteceu em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), o lançamento das bases da Negra Rosa. Teve post aqui no blog falando da novidade e MUITA GENTE (mesmo) entrou em contato procurando saber como e onde adquirir as bases da marca, mas, o blog ou eu mesma não comercializamos a base, ok? No entanto, fui convidada pela Camila, dona da marca Empoder'Artes, para estar presente neste evento que marcou a abertura de mais um ponto de venda da base aqui em Minas Gerais.
O evento teve a presença da dona da marca, Rosângela, a blogueira carioca que agora é empresária do ramo de cosméticos veio dividir com a gente sua trajetória até aqui e apresentar seus produtos, que envolveram um longo processo de criação e, principalmente, um trabalho que de fato atendesse um maior número e mulheres negras.
BASES EXCLUSIVAS PARA PELE NEGRA "NEGRA ROSA" CHEGAM A BELO HORIZONTE | Foto: Fernanda Rodrigues
Muitas de nós estamos tendo pela primeira vez, contato com uma linha de maquiagens que não exige misturas mirabolantes para alcançar nosso tom, pensando nisso o evento que aconteceu no Espaço Caracóis Cachos, no bairro Eldorado, também teve a presença da Ingrid Lorrane, maquiadora profissional que aplicou a base nas clientes que foram até o evento comprar o produto. Acredito que este tipo de atenção faz sim toda a diferença, uma vez que a maioria de nós não tem tanta familiaridade com bases feitas e pensadas exclusivamente para nossa pele. 
BASES EXCLUSIVAS PARA PELE NEGRA "NEGRA ROSA" CHEGAM A BELO HORIZONTE | Foto: Fernanda Rodrigues
Foi muito bom poder ouvir a história da linha de produtos e ter a certeza de que estamos sendo muito mais representadas, referente aos nossos tons, dentro desta marca. Rolou um bate papo sobre a questão estética, sobre batom e tem vlog no canal mostrando um pedacinho deste dia no lançamento.

BASES EXCLUSIVAS PARA PELE NEGRA "NEGRA ROSA" CHEGAM A BELO HORIZONTE | Foto: Fernanda Rodrigues
Se você é de Belo Horizonte ou Região Metropolitana e tem interesse em adquirir as bases da Negra Rosa, basta entrar em contato com a Camila, da Empoder'Artes, para fazer o seu pedido. Este é o Facebook da loja, pode falar direto com ela e encontrar o melhor tom para você: FACEBOOK EMPODER'ARTES

sábado, 24 de setembro de 2016

ACONTECE EM BEAGÁ: PRIMEIRA MOSTRA DA MULHER NEGRA DE BELO HORIZONTE

setembro 24, 2016 0
Em julho deste ano, aconteceu em Belo Horizonte, a Primeira Mostra da Mulher Negra realizada pelo Instituto Casarão das Artes
ACONTECE EM BEAGÁ: PRIMEIRA MOSTRA DA MULHER NEGRA DE BELO HORIZONTE (Foto: Rosália Diogo)
As Blogueiras Negras de Belo Horizonte, participaram em julho da, Primeira Mostra da Mulher Negra, que aconteceu no Memorial Minas Vale - Praça da Liberdade. A mostra apresentou painéis com mulheres de peso, na música, cultura, literatura, empreendedorismo e nós tivemos a honra, de integrar um destes painéis, o  tema era "Ativismo Digital: Abordagens Positivas e Negativas na Internet". Trocamos ideias sobre diversos pontos, que podem ser discutidos dentro da pauta do ativismo digital como, quando conseguimos promover mudança na mídia, no mercado cosmético, no combate à violência contra mulher, na plurissignificação positiva do corpo negro e a nova cara do cinema, tudo isto usando a internet como ferramenta de mobilização.
ACONTECE EM BEAGÁ: PRIMEIRA MOSTRA DA MULHER NEGRA DE BELO HORIZONTE (Foto: Rosália Diogo)
A mestra de cerimônias desta mostra, foi ninguém mais, ninguém menos, que Cristal Lopez. Cristal é uma mulher negra, ativista pelos direitos das mulheres trans, rainha de bateria do bloco afro Angola Janga e muito, mas muito consciente, da sua representatividade neste evento pioneiro em Belo Horizonte.
ACONTECE EM BEAGÁ: PRIMEIRA MOSTRA DA MULHER NEGRA DE BELO HORIZONTE (Foto: Rosália Diogo)
O painel sobre ativismo digital, foi uma bela oportunidade para nós, blogueiras negras de Belo Horizonte, podermos mostrar um outro lado do nosso trabalho. Engana-se quem pensa que a vida da blogueira negra e ativista, é um mar de rosas, maquiagens e looks do dia. Primeiro, porque é possível sim discutir todos estes assuntos colocando-os dentro de um recorte social e de raça, depois porque não é possível nos dias de hoje, se manter totalmente alheia à situação do povo negro no país. Ainda que estejamos hoje, inseridas num meio que discute muitos assuntos menos substanciais dentro da comunidade negra, estamos aprendendo a fazer ativismo, representatividade e diversão andarem juntos, ainda que não seja possível em todo o tempo.
ACONTECE EM BEAGÁ: PRIMEIRA MOSTRA DA MULHER NEGRA DE BELO HORIZONTE (Foto: Rosália Diogo)
Agradeço ao Instituto Casarão das Artes que deu oportunidade ao Na Veia da Nêga, mostrar  ao público um pouco mais da base que constitui o meu trabalho aqui no blog, a pesquisa e os bastidores de todo o conteúdo que chega até vocês. É sempre um imenso prazer poder ter contato com o público, seja ele politizado ou não, para poder ser representatividade real e ao alcance de todas as pessoas. 
Durante esta semana vai ao ar aqui no blog, a entrevista que realizei com a secretária de educação do nosso estado. Além da conversa sobre ativismo digital, nós fizemos nosso papel de mídia negra e trouxemos entrevistas com as convidadas da mostra. Foi um papo maravilhoso e um momento de total aprendizado com a Macaé Evaristo e a entrevista está incrível.
E, não poderia finalizar este post sem agradecer, o camarim organizado para nós blogueiras com muito carinho e atenção. 
Para saber mais sobre as ações do Instituto Casarão das Artes, você pode acompanhar a página do instituto nas redes sociais - Facebook -, para não perder nada da programação, sempre enegrecida e empoderada, que eles oferecem à Belo Horizonte. Já tem post aqui no blog, sobre a mostra preparada por eles no dia Internacional da Mulher em Belo Horizonte, um belo espetáculo para o povo negro.

sábado, 6 de agosto de 2016

COMPRINHAS DE MAQUIAGEM À R$1,99 EM BELO HORIZONTE

agosto 06, 2016 0
Sabe aquele clima da rua 25 de Março? Milhares de lojas com maquiagem num precinho inacreditável? Temos uma amostrinha em Belo Horizonte, vem ver as minhas comprinhas!
COMPRINHAS DE MAQUIAGEM À R$1,99 EM BELO HORIZONTE
Na última semana eu não resisti, fiz algumas comprinhas de maquiagem e como sabemos, dinheiro não está sobrando nos bolsos da maioria dos brasileiros e eu, sou uma destas com certeza! Mas pensando em quem ama uma comprinha mas está economizando aonde pode, resolvi contar para vocês onde encontrei essas belezuras em Belo Horizonte.
Para quem assim como eu, ama uma maquiagem baratinha, vai uma ótima dica de loja em Beagá: a Agosto Bijoux! E este nem é um publipost, mas como muita gente quis saber aonde comprei, vou deixar o endereço aqui para vocês. A Agosto Bijoux fica na Rua São Paulo, nº 672 (quarteirão entre a Av. Amazonas e Av. Afonso Pena) e até o dia destas comprinhas estava vendendo tudo à R$1,99 cada, com maquiagens, pincéis para make, bijuterias, acessórios e um mundo de coisas a este preço.
COMPRINHAS DE MAQUIAGEM À R$1,99 EM BELO HORIZONTE
Engana-se quem acha que esta coleção da Fenzza Make Up é apenas para crianças. Este gloss azul é maravilhoso e além desta cor, tem outros em cores "diferentes", como verde e preto.
COMPRINHAS DE MAQUIAGEM À R$1,99 EM BELO HORIZONTE
Estes batons também da Fenzza Make Up, tem efeito metalizado e com este precinho, dá para acreditar? Trouxe duas cores para casa e depois de testar, eu estou arrependida de não ter trago mais!
COMPRINHAS DE MAQUIAGEM À R$1,99 EM BELO HORIZONTE
O corretivo é MUITO bom, para quem já conhece a qualidade desta marca não preciso sequer elogiar, é realmente uma das favoritas entre as marcas de maquiagem baratinha. E com este precinho camarada, deveria ter trago mais destes para casa. Ah, a resenha vai ao ar ainda dentro do VEDA deste mês que está rolando no canal!
Quer ver mais das comprinhas? Confere o vídeo completo no canal, foi ao ar neste sábado o vídeo com as comprinhas baratinhas em Belo Horizonte:

sábado, 11 de junho de 2016

SEMINÁRIO MUNDIAL DAS ARTES E CULTURAS NEGRAS

junho 11, 2016 0
"PARA ALÉM DO DO QUE SE VÊ" este foi o slogan do Seminário Mundial das Artes e Culturas Negras que aconteceu em Belo Horizonte nos dias nove e dez de junho. O seminário é uma das ações de preparação que Minas Gerais realiza para receber o FESMAN 2017 (Festival Mundial de Artes Negras).
SEMINÁRIO MUNDIAL DAS ARTES E CULTURAS NEGRAS 2016 (Belo Horizonte)
Nos dias nove e dez de junho eu tive o prazer de participar do Seminário Mundial das Artes e Culturas Negras realizado pelo Governo de Minas em Belo Horizonte em parceria com diversas entidades Negras de Belo Horizonte. O seminário apresentou mesas de discussão que buscavam agregar nomes, sugestões, pautas e direções para o encaminhamento do FESMAN - Festival Mundial de Artes Negras que acontecerá em Belo Horizonte em outubro do próximo ano. O seminário abre as discussões que ocorrerão nos próximos 16 meses que antecipam a realização do festival, artistas e intelectuais negros de todo mundo foram convidados a trazer suas contribuições para a construção deste momento tão importante. Uma das principais missões do festival no próximo ano com certeza é desmitificar as artes e culturas negras, trazendo a tona os verdadeiros créditos pela maioria de tudo aquilo que o mundo europeu se apropriou como se fosse nascido com eles, quando na verdade não é.
Na solenidade de abertura estiveram presentes o Secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais (Ângelo Oswaldo), o Secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Nilmário Miranda), a Ministra-Chefe de Estado do Ministério das Mulheres da Igualdade Racial e dos Diretos Humanos, grande e guerreira Nilma Lino Gomes (SIM, ministra e não ex-ministra. Este blog não reconhece este governo golpista bem como seus ministros igualmente colaboradores do golpe de estado) além de outros representantes de diversas áreas do governo estadual que estarão juntas na realização deste importantíssimo festival em Belo Horizonte.
SEMINÁRIO MUNDIAL DAS ARTES E CULTURAS NEGRAS 2016 (Belo Horizonte)
As mesas de discussão foram mediadas por grandes personalidades negras que além de terem um currículo acadêmico extenso e brilhante em suas áreas tem a consciência de que nossa ancestralidade conta muito na arquitetura de ações e mobilizações como estas que ocorrerão até outubro de 2017 quando o Festival Mundial e Artes Negras acontecerá na nossa cidade. O Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras apresentou quatro mesas de discussões com contribuições substanciais ao que conhecemos como conceitos de: identidade racial, negritude, identificação da diáspora negra ao redor do mundo, identificação da cultura e das artes negras e principalmente o reconhecimento daquilo que de fato é nosso e nos pertence enquanto povo negro descendente africano. 

A primeira mesa foi mediada por Dulce Maria Pereira, Arquiteta professora e pesquisadora da UFOP, coordenadora do programa Escolas Sustentáveis, Diretora de Relações Internacionais NEAB/UFOP, Feminista Negra e Integrante do MNU (Movimento Negro Unificado), teve como tema central "A década dos Afrodescendentes: as Artes e a Cultura Negra". Os presentes neste mesa trouxeram para a discussão pontos importantes a serem considerados no FESMAN e destaco em especial o Professor de Sociologia e Estudos Africanos da Universidade da Pensilvânia (EUA), Tukufu Zuberi falou brilhantemente sobre a diáspora negra ao redor do mundo, o mito do DNA que algumas empresas vendem como possível identificar sua tribo de origem ou povo de onde você veio, destacou que nem sequer os povos nativos africanos são 100% "puros" quando se trata de mistura de famílias e pessoas e que seria uma ilusão acreditar que um exame de DNA diria exatamente a região de onde seus ancestrais saíram.  Além de destacar a importância de nos reconhecermos como povo e manter esta união ainda que fora das terras africanas. Tukufu Zuberi é um estudioso que se dedica a entender o comportamento dos povos negros fora de Africa e afirma que entender os aspectos culturais e relacionar as definições históricas é basicamente uma luta política pela nossa identidade africana e que nenhum teste de negritude é capaz de fazer esta construção, apenas cada negro na sua formulação cultural.
No dia dez de junho, outras três mesas de discussão importantes foram trazidas para nós nos Seminário Mundial das Artes e Culturas Negras. Mais um dia de foco na discussão de como nos identificar enquanto negros africanos na diáspora, a difícil missão de encontrar a tal "identidade do negro brasileiro" nos dias atuais. 
A última mesa, mediada por João Carlos Nogueira (integrante/coordenador da Rede Brasil Afroempreendedor) contou com uma discussão muito importante: "África/Diáspora: Economia, Desenvolvimento e Sustentabilidade". De todas as falas que agregaram a todos ali, uma das que mais me marcou com certeza foi a discussão trazida pela maravilhosa Ângela Gomes, pesquisadora da área da Biologia estuda as plantas como cura, cultura e ancestralidade. Ângela nos trouxe o ponto de vista de que o uso da terra com consciência e respeito é uma característica inata da cultura africana e que é preciso nos aprofundarmos cada vez mais e conhecer a verdadeira origem de tudo que plantamos, colhemos e consumimos. Ângela Gomes menciona como o saber ancestral vem sendo ocultado pelo véu da invisibilização colonialista. O arroz, o algodão, a cana de açúcar, o tabaco, o café e mais uma série de alimentos que consumimos e compramos a história de que são de origem européia ou asiática são na verdade de origem africana e foram trazidos através deste "atlântico negro". Entre as tantas coisas que pude aprender no Seminário Mundial das Artes e Culturas Negras com certeza a história que nunca vou me esquecer ou deixar de espalhar é que graças as mães que sabiam que seus filhos seriam enviados como escravos para este país é que hoje comemos arroz. Sabe aquela história de que o arroz veio da China? Pois é, enganaram a você também! O arroz veio da áfrica com suas sementes escondidas nos cabelos crespos das crianças cuja as mães já pensavam no seu futuro alimentar. Estas mulheres negras, preparavam seus filhos e pensavam na maior parte de sofrimentos que poderiam reduzir e esta foi uma das formas que encontraram. A visão de que devemos dar e receber a terra para continuarmos usufruindo dela é um conceito de sustentabilidade africano que deve ser valorizado, aculturado e levado adiante na nossa diáspora.
SEMINÁRIO MUNDIAL DAS ARTES E CULTURAS NEGRAS 2016 (Belo Horizonte)
Ângela Gomes, Epsy Campbell (Deputada - Costa Rica), Lívia Teodoro
Certamente como ação de abertura o Seminário Mundial das Artes Negras foi um belíssimo começo. Aprendizado, troca de culturas, conteúdos e conhecimento. Ao longo dos próximos dezesseis meses outras ações serão realizadas e considero de extrema importância que a sociedade civil, os ativistas digitais e todo o povo negro esteja por dentro de tudo isto. A diáspora africana do Brasil está valorizando cada dia mais sua cultura e pensando ações para que esta cultura deixe de ser considerada algo "exótico" e passe a ser parte do calendário de ações deste país, não seremos mais negros apenas no dia ou na semana da consciência negra. Que venha o FESMAN 2017! 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

CAFÉ DAS PRETAS: PARTILHAR É SE CURAR UMA NA OUTRA

maio 09, 2016 0

Acontece hoje logo mais a noite em Belo Horizonte o segundo "Café das Pretas", idealizado e realizado pelas mulheres do Coletivo "Pretxs em Movimento", do qual eu também faço parte.
Já faz algum tempo que coletivos de mulheres negras vem se organizando para discutir "internamente" as questões do machismo e de como podemos pará-lo dentro da comunidade negra, porém nós sentimentos a necessidade de envolver (na medida do possível) os homens negros nesta discussão.
Ainda que nós saibamos que o machismo é uma das bases que sustenta o modelo de sociedade em que vivemos atualmente e que os homens se beneficiam disto não adianta que nós tenhamos conhecimento disto apenas, é preciso que eles saibam e se estiverem dispostos entrem num processo de desconstrução disto.


O projeto "Café das Pretas" nasceu dentro deste coletivo que tem como propósito fazer com que homens e mulheres negras ocupem de forma IGUALITÁRIA espaços na política e acho que um ponto positivo é que os homens deste grupo estão (ou pelo menos parecem bastante) dispostos a caminhar junto com as mulheres e entender que o respeito a figura feminina é uma das coisas que nos fará sair do lugar que consideram "lugar do negro" na sociedade atual.
O evento de hoje é uma roda de conversa mediada em que as mulheres negras falam e os homens ouvem para refletirem sobre o seu lugar de abusadores em muitas relações, por exemplo. Espaços assim são raros de existir porque geralmente quando as mulheres param para para apontar aos homens o seu machismo e outras características negativas, logo são apontadas de loucas, exageradas, entre outros adjetivos que buscam apenas tirar a credibilidade das nossas pautas que são tão pertinentes.
Está em Belo Horizonte? Então venha tomar este café conosco, será um comecinho de noite muito agradável para trocarmos experiências, carinho, afeto e buscar entre nós e com os homens, soluções para um dos problemas que mais nos afetam atualmente: o machismo. O encontro será no Espaço Negras Ativas que fica localizado a Rua da Bahia, 573, 7° andar, sala 703 no Centro de Belo Horizonte e vai começar às 18:30 horas. Teremos lanche coletivo e todxs podem ficar a vontade para contribuir. Vamos lá trocar amor?

sexta-feira, 6 de maio de 2016

WORKSHOP - MÍDIA E PRODUÇÃO "PROFISSIONALIZE SEU BLOG" POR RICARDO LIMA

maio 06, 2016 0
Qual o seu diferencial como blogueira?
Atualmente está na moda, mas o que te torna diferente das outras? O que faz com que as pessoas procurem o seu trabalho? O Workshop - Mídia e Produção "Profissionalize seu Blog" vem exatamente para tirar você do campo "comum" dos blogs e fazer com que o seu trabalho não seja apenas mais um no meio de tanta gente fazendo mais do mesmo!
Tem como ser diferente? Tem sim! E como eu consigo isso? Estudando!
Ser blogueira é mais que "dar close" por aí, é o seu conhecimento técnico e competência que farão com que seu trabalho dê certo!
O Clube de Blogueiras Negras de Beagá nasceu com a missão de tirar os blogs do lugar comum e vai dar a você a chance de aprender junto com a gente!
O publicitário Ricardo Lima, é um dos nomes mais influentes na publicidade em Belo Horizonte e esta é sua oportunidade de profissionalizar o seu trabalho, sair do basicão e fazer o seu blog virar referência!



No próximo sábado dia 14 de maio vai acontecer em Belo Horizonte, com o apoio da Casa do Jornalista, as marcas Niari Cosméticos, Embelleze e o Faceblog Cataploft um Workshop de PROFISSIONALIZAÇÃO DO BLOG! Para que você possa aaprimorar seu conteúdo e aproximar-se da comunicação das marcas para entender como o seu blog pode se tornar um verdadeiro espaço de mídia.

Para mais informações você pode conferir o Evento no Facebook ou acessar o Formulário de Inscrições. Não perca tempo pois as vagas são limitadas. Então, nos vemos no sábado?

quinta-feira, 17 de março de 2016

ACONTECE EM BH: MUSICAL GELEDES - O PODER DO CANTO FEMININO

março 17, 2016 0
Foto: Jéssica Pinheiro (Iso Grafê)
Preciso começar contando a vocês que eu realmente estou muito orgulhosa da minha terrinha pois nos últimos tempos vem sendo produzida MUITA COISA BOA que busca a valorização das mulheres negras no nosso espaço. 
No último final de semana o Clube de Blogueira Negras de Beagá fez a cobertura do evento MUSICAL GELEDÉS - O PODER DO CANTO FEMININO e eu não sei nem por onde começar a explicar a minha emoção. Este foi o terceiro ano consecutivo que o Casarão das Artes promoveu um evento do tipo em Belo Horizonte e a primeira vez que tive a oportunidade de estar presente, enquanto imprensa e podendo transmitir a outras pessoas o tamanho encanto pelo espetáculo.
Através de músicas do nosso povo, conheci esta história: "a mulher Yorùbá (admirada, respeitada e temida pelos homens por seu poder de ser mãe), as Gelèdés são as ‘Senhoras da Noite”, mulheres que colocam em ação seus poderes e, quando reunidas, podem dominar o mundo, a natureza e todas as coisas. Por isso são consideradas bruxas, feiticeiras, e são temidas pelos homens", contada na voz arrepiante da cantora Eda Costa. E durante todo o espetáculo o que se viu foi a força da voz e ancestralidade de mulheres negras maravilhosas e empoderadas. 
O poema "Gritaram-me Negra" foi recitado e aí sim ficou impossível segurar as lágrimas e desviar o pensamento de quantas emoções este texto desperta em nós, mulheres negras que passamos anos massacradas e oprimidas pelo sistema e hoje reconhecemos a nossa força.
Foto: Jéssica Pinheiro (Iso Grafê)

Neste momento do post haverá pausa para a blogueira tiete, sim! A Lu D'aiolla cantou e tocou percussão brilhantemente neste show, eu como fã assumida fiquei o tempo todo sorrindo e babando. Conheci o trabalho da Lu no ano passado através de um amigo desde então tenho acompanhado essa maravilhosa de um talento que eu nem sei descrever para vocês. Daiolla é de Carmópolis-MG e começou a se envolver com a música aos 16 anos, CANTA DEMAIS SIM!
Foto: Jéssica Pinheiro (Iso Grafê)

Daiolla recitou Mulheres Negras que é mais conhecida na voz da Ýzalu e olha, ainda estou tentando me recuperar deste "tiro". Emocionante, lindo, fortalecedor, revigorante e intenso.  Eu só posso agradecer ao casarão das artes e ao universo por me proporcionar este momento de empoderamento coletivo para lembrar as mulheres negras o quanto nós somos fortes e incríveis. 
Em breve vou postar no canal, os vídeos que fiz do espetáculo que ao fundo, dá para ouvir a emoção das meninas durante o espetáculo. Foi maravilhoso poder viver este momento.

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