segunda-feira, 12 de setembro de 2016

FIQUE ATENTA BLOGUEIRA: COMO USAR O ANALYTICS DAS SUAS REDES SOCIAIS

setembro 12, 2016 1
O primeiro passo para ser considerada profissional, é entender que os dados estão ali para serem analisados e usados a seu favor. Não são enfeites ou regras absolutas!
FIQUE ATENTA BLOGUEIRA: COMO USAR O ANALYTICS DAS SUAS REDES SOCIAIS
Os sites que armazenam seu conteúdo oferecem dados em forma de gráficos para lhe ajudar a conhecer seu público, é uma forma de fazer isso sem ter que criar uma enquete, por exemplo. Hoje vamos falar sobre o analytics de três redes: YouTube, Instagram e Blogspot.

Porque prestar atenção nos dados fornecidos pelos seus provedores?
Só assim você saberá com mais precisão de onde vem o seu público, qual a faixa etária, interesses principais e poder casar os dados de maior alcance. Por exemplo, se você sabe que seu público vem de um determinado estado, com determinada faixa etária e se interessa por shows ou peças de teatro por exemplo, pode ser uma ótima ideia usar seu site para anunciar aquele tipo de evento em determinada região. Isso torna seu blog rentável para você, atrativo para um nicho específico e principalmente INTERESSANTE PARA UM PARCEIRO / ANUNCIANTE.
Outro ponto importante a considerar para as blogueiras e youtubers que ocupam várias paltaformas, o seu público não é o mesmo para 100% das redes sociais que você trabalha. O seu seguidor pode estar em apenas uma ou duas de suas redes e isto não é raro de acontecer. Por isto muitas vezes um conteúdo funciona em uma rede, não funciona em outra e por isto também é difícil estar em todas as redes, porque na maioria das vezes você acaba tendo que produzir um formato de conteúdo para cada uma delas, ainda que o assunto seja o mesmo.

Onde conseguir os dados do analytics de cada rede?
Atualmente estas três redes dispõe do seu próprio analytics. Quem marcou como profissional o seu perfil do Instagram após a última atualização, já consegue acessar suas métricas mesmo ainda que não muito detalhadas, vai ajudar e muito que a blogueira conheça seu público também desta plataforma. No caso do YouTube, as métricas fazem análises minuciosas, permitindo conhecer dados básicos como a localização, idade, sexo, mas também fatores mais específicos como quais palavras mais levam aos seus vídeos, quais os vídeos mais indicam seu conteúdo, quanto tempo em média seus seguidores passam assistindo a cada vídeo. E falando de blogger (que é a plataforma em que eu trabalho), além das métricas apresentadas aqui no painel de administração que são relativamente simples, temos também o Google Analytics, que pode ser incorporado ao seu site e em poucos dias passa a lhe fornecer dados muito precisos sobre o tráfego em seu blog e os hábitos do seu público.

Como usar os dados do Analytics a seu favor?
Pois bem, não adianta saber onde estão e conhecer estes dados se não souber usá-los a seu favor e não contra você. Primeiro é preciso definir suas metas, seu trabalho pretende ser regional? Pretende atingir todo o Brasil? No caso do Youtube, quer que as pessoas identifiquem seu trabalho como uma espécie de canal de TV onde existe uma grade fixa? Ou você prefere que seu canal não seja interligado por horários e temas? Definir coisas simples como estas ajudará a ver utilidade nas métricas do Youtube, por exemplo. Vamos então a algumas dicas valiosas.

No Blogspot - Melhore seu SEO
Neste site você pode entender mais sobre SEO, mas é basicamente tornar seu post um conteúdo bem rankeado nos sites de busca. A maioria dos usuários hoje usa o Google quando quer pesquisar sobre um assunto, melhorar o seu SEO significa que seu post será indicado mais vezes em determinadas buscas. Título, descrição de pesquisa, legenda das imagens, tudo isto ajuda aos algorítimos dos Google colocarem você nas primeiras páginas. Este texto por exemplo, tem como foco ensinar como usar o analytics das suas redes sociais, então por várias vezes a expressão "como usar o analytics" vai aparecer no texto, a fim de melhorar a posição desta matéria no Google quando este tipo de pesquisa for feita. Só é preciso tomar cuidado para não exagerar na dose e tirar o sentido do conteúdo, colocando as palavras-chave repetidas vezes no texto sem nenhum contexto lógico. 

No YouTube - Use os dados e não seja usada por eles
As métricas são apresentadas para que você use o conhecimento a seu favor e não para ficar presas nela. Um exemplo de uso incorreto das métricas é passar a postar vídeos levemente "acelerados" em sua edição para que todo o conteúdo caiba em menor tempo, quando você constata que sua média de minutos visualizados é menor que a média de duração dos seus vídeos. Isso pode tornar seu conteúdo pobre e ao invés de seus expectadores verem o seu vídeo completo porque ele dura menos tempo, a qualidade menor pode deixá-los por um período ainda menor no seu canal. 

No Instagram - Abuse do visual 
O Instagram é uma rede totalmente visual, isso quer dizer que a maioria das pessoas só vai parar para ler textos grandes caso a imagem seja impactante. As métricas podem ajudar a entender qual tipo de imagem viraliza mais nesta rede e em que horário isso acontece. Mais uma vez, esse dado não deve servir para que você use a rede apenas naquele horário específico como regra, mas também para ajudá-la a entender: se existe uma falha, onde está a falha e corrigi-la, atingindo assim vários públicos.

Saber usar os dados que os aplicativos oferecem, pode melhorar não só o seu relacionamento com seu público, mas também aumentar as chances de conseguir parceiros para seu blog/canal. Conhecer onde estão e quais são seus pontos fortes para vender melhor o seu trabalho é um ótimo começo para se tornar profissional, sabemos que não existe uma fórmula mágica para o sucesso mas com certeza um dos passos está nestas análises.

sábado, 10 de setembro de 2016

PORQUE NO FUNDO, A MULHER NEGRA NÃO IMPORTA

setembro 10, 2016 0
No fundo, vocês não se importam em como a mulher negra vai se sentir, vocês apenas fazem ou falam, do jeito que acham ser devido. Afinal, a gente nasceu para servir.
PORQUE NO FUNDO A MULHER NEGRA NÃO IMPORTA - Maju Coutinho e o lugar da mulher negra.
Acompanhando algumas pessoas levantando a possibilidade da Maju (jornalista, "Garota do Tempo" do Jornal Nacional entre outros da emissora Globo), ser apresentada como o "pivô" da separação de Willian Bonner e Fátima Bernardes. Nunca na história da humanidade, seres humanos se trataram de forma igualitária, sempre com distinção de gênero e por muito tempo de raça, mas uma coisa nunca pode deixar de ser dita: com a mulher negra, importa-se menos ainda. Exceto quando a nossa posição é pejorativa, não é mesmo?

No fundo ninguém quer saber se foi uma separação consensual, um fim amigável para ambas as partes ou se decidiram se separar porque simplesmente não se aguentavam mais, mas se tem uma mulher para culpar, será mais vendável e se esta mulher for negra, melhor ainda, não é mesmo?
Colocar a Maria Júlia Coutinho em posição de amante neste caso, é a prova de que para a sociedade a mulher negra não importa, se não estiver ligada ao homem (de preferência branco e hierarquicamente superior). Quando essa combinação acontece, então ela passa a ser peça central, pois é preciso "limpar a barra deste homem" na situação de separação, por exemplo.

Por que a o pivô da separação não poderia ser o próprio Bonner? Porque homens não são capazes de ser responsáveis pelos seus próprios atos? Com outras diversas mulheres trabalhando naquele jornal, porque o pivô da separação é a negra? Porque uma mulher deveria ser a peça central, mesmo ela não sendo a esposa (única mulher que de fato faz parte desta história, até onde conhecemos)? Reforça-se aí mais uma vez, a ideia de "branca para casar, mulata para foder e preta para trabalhar", que nós mulheres negras já conhecemos à séculos neste país.
Mais uma vez vem a tona a ideia de que a Maju não estaria ocupando o lugar que está por ter competência e talento, mas sim porque um homem a resguarda naquele lugar de destaque, um homem "banca sua concubina" em um posto de superior e em troca, ela se sujeita a ele. 
E vivendo num pais racimachista como o Brasil, é muito difícil as pessoas assumirem o seu racismo nesta hora. Antes de aceitar que, o que coloca a Maria Júlia Coutinho na posição de amante é o racismo que alimenta os esteriótipos carregados pela mulher negra neste país, mil e uma justificativas baseadas em "minha opinião", surgirão na tentativa de tapar o sol com a peneira.
PORQUE NO FUNDO A MULHER NEGRA NÃO IMPORTA - Maju Coutinho e o lugar da mulher negra.
Com a estrutura em que vivemos, não importa se ela trabalhou duro para chegar até onde chegou, não importa se Maju se destaca por sua competência, inteligência e currículo estruturado, sempre vão enxergar na Maria Júlia, a mulher negra "tipo exportação", bonita demais para que o Bonner "resista" à ela. Neste caso, ainda que houvesse alguma ligação entre os dois, não seria fruto de um interesse mútuo mas sim, uma mulher negra, sedutora cujo o homem não "conseguiu segurar a tentação". 
E assim, a sociedade prova que a mulher negra não importa. Não importa seu currículo, sua competência e preenchimento de todos os requisitos, se as pessoas puderem preencher seu preconceito com "a concubina", a "pivô de separações", elas farão isto sem nenhuma culpa, por que a mulher negra não importa.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

INSPIRAÇÃO OU PIRAÇÃO? QUANDO A BUSCA PELO IDEAL PASSA DOS LIMITES

setembro 02, 2016 1
A busca pelos cabelos que vemos nas fotos das revistas, deixou de ser pelos cabelos lisos e longos passando a ser pelos cachos com volume controlado e definidos. Mas se tem coisa que não mudou é a perseguição desenfreada por um exterior padrão e aceito. Fomos dos lisos aos cachos, vamos chegar à algum lugar?
INSPIRAÇÃO OU PIRAÇÃO? QUANDO A BUSCA PELO IDEAL PASSA DOS LIMITES
Como já contei a vocês aqui no blog, a história do meu cabelo nunca envolveu muita espera ou um longo período de transição, eu fiquei apenas quatro meses entre o último alisamento e o grande corte. Este tempo foi suficiente no meu caso, mas é compreensível que outras meninas levem mais tempo, afinal desprender-se de um padrão eurocêntrico, que nos acompanha desde a infância, não é fácil. O que é preocupante e vem aparecendo com frequência hoje é a busca por um novo padrão: o cacho perfeito e o cabelo grande, muito grande!

Não é do dia para a noite que você faz o big chop e acorda uma Rapunzel de Black; a paciência, o amor e o cuidado são ingredientes fundamentais para que seu cabelo se desenvolva e você possa chegar ao SEU PADRÃO de beleza, se é que precisamos de algum padrão para ser felizes. 
Na perseguição para o cabelo ideal, quando ele deixa de ser liso e passa a ser crespo/cacheado, esbarramos em fatos importantes e cruciais como o de que nem toda mulher é cacheada, nem todo cacho é igual, nem todo cabelo tem cacho e não é perfeito só se tiver cacho!

Outro ponto que merece ser citado é, cada cabelo tem seu ritmo de crescimento e está liberado fazer quantos projetinhos de crescimento você quiser ou seu bolso aguentar, o que não está liberado é se tornar escrava destas técnicas e colocar o crescimento do seu cabelo acima do seu bem estar. Uma vida saudável e uma alimentação minimamente equilibrada, garantem o bom funcionamento do seu organismo e um crescimento estável dos cabelos. Vez ou outra surgem técnicas, produtos que estimulam este crescimento e nós podemos usar, mas sem nos tornarmos obcecadas, ok?

Num mundo ideal todas as mulheres aceitariam seu cabelo e sua estética no geral como são, sem perseguir ou almejar algo que é biologicamente impossível, mas como sabemos de ideal o nosso mundo tem poucas coisas, não é mesmo? Por isso nunca é demais repetir que nós devemos buscar ao máximo atingir o nosso melhor, mas tomar muito cuidado com as "inspirações" que guardamos como objetivo. Seja os cachos perfeitos, as tranças maravilhosas, o black para o alto e lacrador, sempre convém pensar: a minha beleza natural não é melhor que  tudo isto?

Conquistamos a cada dia mais a nossa liberdade, a liberdade de ser nós mesmas, a liberdade de encontrar o "estilo" que melhor nos contempla, mas encontrar essa liberdade nunca deve superar o seu bem estar. Que tal você ser sua própria inspiração a partir de hoje, hein?!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A SOLIDÃO DA MULHER NEGRA NÃO É SÓ AFETIVA

setembro 01, 2016 10
Muito se discute no campo afetivo a solidão da mulher negra. Mas é preciso pensar numa perspectiva macro quando falamos do assunto. Não é só nos relacionamentos afetivos que a mulher negra está só.

Em 2008 Claudete Alves da Silva Souza apresentou sua pesquisa de mestrado para a PUC São Paulo sobre a Solidão da Mulher Negra, desde então o tema vem sendo amplamente discutido com essa nomenclatura, mas a brilhante pesquisa de Claudete discute a solidão da mulher negra sob o aspecto afetivo, em relação ao preterimento por parte do homem negro. Neste texto eu ouso observar outro ponto: não é só nosso lado afetivo que anda só.

O mapa da violência apresentado em 2015, mostra o alarmante número de vidas negras perdidas. Dando destaque aqui as mulheres que em relação às não-negras tem sido vítimas das mais diversas violências em uma proporção é absurdamente maior.

Nós estamos sós na hora de procurar a justiça, o atendimento médico, o acesso à serviços públicos básicos como a educação, por exemplo. Em torno de nós mulheres negras, criou-se o mito da força descomunal e o psicológico que tudo suporta, tudo aguenta, não é preciso ter "tato" ou cuidado ao tratar uma mulher negra pois, graças a nossa herança escravocrata, a sociedade cultiva a ideia de que com a gente "tudo pode". O prefeito da cidade pode dizer para a mulher negra que ela vai "trepar muito no seu quartinho novo", já que é normalizado o tratamento desumano dado a todas nós. 
A figura que a sociedade tem de mulher delicada, a princesa que precisa de cuidados e ser salva é BRANCA, loirinha, de olhos azuis e bochechas rosadas. Sempre que somos representadas, somos as arredias e intratáveis que vão a luta e conquistam tudo no braço, na base do sangue, suor e muitas lágrimas. Isso não seria ruim, se não fosse um reflexo de que somos constantemente abandonadas e colocadas na posição de quem "aguenta tudo sozinha", o trabalho exagerado, às dores físicas e emocionais, o abandono, o desamparo e tudo o mais que vier de sofrível, "Ela é preta, ela aguenta". 
Fomos colocadas nos campos e lavouras na época da escravidão, aquelas que não aguentavam eram substituídas como peças de uma engrenagem, nada mais do que isto. Esta ideia de que a mulher negra é uma peça para ser usada e é  totalmente substituível, resultando na forma com que somos tratadas vem deste período.
Não se tem cuidado na fala, no trato físico e isso contribui para a nossa solidão global. 
Quando crianças experimentamos das mais cruéis abordagens desta solidão, que a mulher negra enfrentará por toda a vida. Basta parar para conversar com mulheres negras da sua geração, os traumas geralmente são comuns a todas elas. Na escola, por exemplo, as piadas com nossas pernas "russas", as pessoas que se afastavam e faziam chacota com nossos traços físicos, aqueles que "não queriam andar com as meninas do cabelo duro", a professora que critica o cabelo crespo, manda prender, manda alisar. Por isso não são raros os relatos de mulheres negras que passaram por todo o período escolar se isolando do resto as crianças, para evitar o racismo nosso de cada dia.
A solidão da mulher negra, por todos estes motivos vai muito além da solidão afetiva. Tenho total consciência de que o termo abordado pela maravilhosa Claudete refere-se exclusivamente ao foco apontado na sua pesquisa, mas ouso como disse, aplicar o conceito a solidão que nós mulheres negras sentimos desde criança e por muitas vezes nos persegue por toda a vida. 
Por isso é importante o cuidado, o trato, a companhia, o "nós por nós" entre nós negros, partindo da ideia de que mulheres negras não estão sós apenas afetivamente, cultivar os nossos laços de amizade, redes de ajuda, troca, escambos e socorro é mais um dos nossos muitos atos de resistência.


sábado, 27 de agosto de 2016

PROJETO DE CRESCIMENTO CAPILAR: MOONOVIM HAIR

agosto 27, 2016 0
Está rolando um projeto de crescimento capilar por aqui, hoje resolvi dividir com vocês essa novidade que descobri e pretendo testar: Moonovim Hair, isso mesmo, com dois "o". Já ouviu falar?

PROJETO DE CRESCIMENTO CAPILAR: MOONOVIM HAIR 
Hoje passando por uma farmácia, vi este produtinho e resolvi pesquisar sobre ele, achei relatos muito interessantes por isso vou dividir com vocês a novidade, se você está num projeto de crescimento capilar talvez este produto que é feito para os cabelos humanos possa lhe ajudar.
O MoonovimHair é encontrado num formato e com cores para realmente lembrar o famoso (por vezes temido) Monovim A, que é feito para uso veterinário. A base é exatamente a mesma de VITAMINA A, no caso do MoonovimHair ela é sintética e acrescentada de óleo de argan esta é A ÚNICA diferença. 

Composição MoonovimHair
Cada 100ml contém:
Vitamina A .......................... 2.000.000UI
Óleo de Argan .................................10ml
Veículo oleoso ......................... qsp 100ml

Composição Monovim A
Cada 100 mL contém:
Vitamina A ........................................ 2.000.000 UI 
Veículo oleoso q.s.p. ................................... 100 mL

Encontrei relatos na internet contado sobre crescimento de até três centímetros em um mês, com o uso recomendado pelo fabricante: uma ampola completa misturada ao shampoo de 300ml, aplicado nos cabelos 3x por semana. Neste vídeo do Canal Menina de Prata, ela mostra o crescimento dos seus cabelos (com química) CLIQUE AQUI.
O produto pode ser a solução para quem ainda tem algum receio quanto ao Monovim e fica mais tranquila em ter a inscrição "Uso para Humanos" na embalagem, apesar da fórmula ser praticamente a mesma.
Encontrei na minha cidade por R$28,90 que é o preço sugerido pelo fabricante. Assim que terminar de usar o Shampoo Bomba da Embelleze, vou partir para o shampoo bomba com o MoonovimHair e volto para contar o resultado à vocês.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TAG - MINHA PRIMEIRA VEZ (MATERNA)

agosto 24, 2016 0

A tag "Minha primeira Vez" é famosas em blogs e canais de youtubers, várias perguntas falando sobre a primeira vez que você fez algo, ou comeu alguma coisa, por exemplo. Hoje lá no canal do youtube, resolvi responder a TAG "Minha primeira vez, Mãe?!", que encontrei no blog MAMÃE DE SALTO da Marcela Stelle. Vou deixar aqui no blog, as perguntinhas para quem quiser responder também:

1. Quando foi a primeira vez que soube que estava grávida?
2. Quem foi a primeira pessoa que você contou que estava grávida?
3. Qual foi a primeira coisa que sentiu para pensar que estivesse grávida?
4. Quando foi que fez sua primeira ecografia?
5. Qual foi a primeira coisa que pensou quando soube que estava grávida?
6. Qual foi seu primeiro desejo?
7. Quando foi a primeira vez que sentiu o bebê mexer?
8. Qual foi a primeira peça do enxoval que você comprou?
9. Qual foi a primeira peça do enxoval que você ganhou?
10. Qual foi a primeira coisa que fez no dia do parto?
11. Qual foi a primeira coisa que fez quando viu seu filho pela primeira vez?
12. Como foi a primeiro dia como mãe?
13. Como foi o primeiro dia em casa com o bebê?
14. Como foi seu primeiro dia das mães?
15. Como foi a primeira vez que seu filho ingeriu alimentos sólidos?
16. Como foi a primeira vez que seu filho andou?
17. Qual foi a primeira palavra do seu filho?
18. Como foi o primeiro ano de vida do seu filho?

terça-feira, 23 de agosto de 2016

POR QUE É TÃO DIFÍCIL PAGAR PELO TRABALHO DA BLOGUEIRA PRETA?

agosto 23, 2016 2
Imagine a seguinte situação: você chega em um salão de beleza que você não conhece, mas ouviu falar super bem do trabalho e competência de toda a equipe, acreditando que o penteado e maquiagem que aquelas profissionais pode fazer em você vão lhe trazer sucesso. Chegando lá você conta que ouviu falar super bem daquele trabalho, já viu pessoas que passaram pelas mãos das profissionais daquela instituição e diz também que gostaria muito que seu cabelo e maquiagem fossem os próximos à fazer sucesso com o efeito que eles são capazes de causar. Afinal você é uma pessoa importante na tal festa e precisa "aparecer"! Feitos todos os elogios aos trabalhos daqueles profissionais, eles fazem o orçamento, lhe passam um preço e você? Diz que não vai pagar, afinal a melhor retribuição seria você ostentar o seu brilho e beleza na festa para mostrar o quanto eles são capazes de fazer um bom trabalho. Isso parece justo para você?
POR QUE É TÃO DIFÍCIL PAGAR PELO TRABALHO DA BLOGUEIRA PRETA (Foto: Catatempo Fotografia)
Pois esta é a vida de muitas blogueiras negras que conheço, inclusive eu: diversas ótimas propostas de trabalho para serem pagas com "close e glamour".
Pode ser que algumas pessoas ainda não tenham entendido que ser blogueira é uma OCUPAÇÃO, investe-se em equipamento, investe-se em repertório, gasta-se tempo na produção de conteúdo e, por enquanto, ainda não lançaram o aplicativo "dinheiro go" para que nós blogueiras possamos capturar dinheiro suficiente para manter o nosso trabalho funcionando. E é aí que mora o perigo pois preparar um post, um vídeo, fotos de QUALIDADE é bem complicado e difícil. Não vou dizer que todas as blogueiras que ganham dinheiro com o seu trabalho produzem conteúdo de qualidade mas, falando por mim, faço questão de fazer o meu trabalho com profissionalismo e excelência, para que o público, receba o melhor conteúdo possível.
Por que há então a dificuldade de pagar por um trabalho? 
Isso não acontece apenas com as blogueiras, àquele profissional que vende conteúdo criativo/intelectual e nunca passou por esse tipo de acontecimento, que atire a primeira nota de $100. A maioria das pessoas tem uma dificuldade de entender como é feita a precificação de trabalhos criativos/intelectuais, o fato de não ter um produto "palpável" ao final do projeto, parece gerar uma dificuldade em acreditar que àquele trabalho merece remuneração. Você paga ao seu cabeleireiro, que deixa seus cabelos maravilhosos? Você paga ao vendedor de maquiagem que lhe entrega produtos incríveis? Paga ao supermercado aonde você faz suas compras? Então por que você não paga à blogueira que vende e divulga a sua marca? 
É preciso entender que existem várias formas de pagamento, permutas que podem ser conversadas, combinadas entre blogueira e cliente. Apenas uma coisa nunca deve ser perdida de vista, é que a blogueira realiza um trabalho como qualquer outro profissional envolvido na sua rede de negócios e, nada mais justo de que ela receba pelo trabalho realizado.
No caso das blogueiras negras a coisa ainda tem um segundo complicador: historicamente o trabalho do povo negro não é remunerado por diversos motivos, hoje nós negros ainda recebemos menos que pessoas não negras em diversas ocupações idênticas. Esta herança escravista do nosso país é um agravante que prejudica o trabalho das blogueiras negras. Não vêem nossa atividade como ocupação e quando vêem muitas vezes tem o pensamento de "pagar para que?"
Pois é pagar porque assim como qualquer outra profissional do mundo dos blogs, a blogueira negra realiza um trabalho de qualidade, investe tempo, dinheiro naquela atividade e espera que o reconhecimento venha não só através de "belo trabalho, toma aqui seu brilho", mas também de remuneração financeira (ou qualquer outro tipo de remuneração que ela tenha esperado por este trabalho).

Post Top Ad