sexta-feira, 17 de março de 2017

[QUASE] TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O DIU DE COBRE

março 17, 2017 0
Informação tem se transformado num bem precioso, ou pelo menos, as pessoas tem percebido agora que é um dos bens mais preciosos que temos. Tão valioso, que pode se tornar moeda de negociação ou arma de opressão. Já pensou nisto? Nos dias atuais, ter ou não ter a informação pode ser decisivo na vida de alguém e, a partir do momento que temos, a escolha de como utilizar esta informação é tão crucial quanto. Das formas mais conhecidas de dominação subjetiva, com certeza, reter ou liberar somente a informação que interessa, está no topo da lista, fazendo com que pessoas se tornem dependente de algo ou alguém por não conhecer algo ou conhecer equivocadamente, logo a informação é ouro e nós escolhemos se acumulamos ou se dividimos com nossos amigos, parentes e conhecidos. Aproveito para dar a sugestão: compartilhe este texto com suas amigas, parentes, conhecidas e, porque não, conhecidos homens também: a concepção e a contracepção devem ser, preferencialmente, uma decisão tomada pelos parceiros, quando existe uma relação saudável o suficiente para isto.

Os métodos anticoncepcionais são mais antigos do que você pode imaginar, Hipócrates (460-377 a.C.) já sabia, e descrevia, que sementes de cenoura selvagem poderiam reduzir a fertilidade da mulher, na mesma época, Aristóteles (384-322 a.C.) falava da utilização da Mentha Pulegium (hoje conh
ecemos como "Poejo") como anticoncepcional, estamos falando de mais de 2000 anos atrás, quando há descrição de que as pessoas já se preocupavam em, de alguma forma, controlarem a vinda de filhos. Na idade média, a preocupação em controlar a natalidade não era tão explicita ou pública como hoje, mas, verificar os manuscritos e encontrar estes registros nos diz algo so
bre tentarem isto, inclusive pesquisando formas de controlar também a fertilidade masculina. Em 1921, um estudo de Haberlandt (1885-1932), cientista alemão, sugeriu uma forma de controlar a fertilidade de coelhas, com ovários retirados de outras coelhas, daí em diante começou a busca de sintetizar estes hormônios, para que eles pudessem ser manipulados e produzidos em larga escala, sem continuar dependendo de partes de outros seres vivos. A primeira pilula anticoncepcional, em 1960, foi considerada uma revolução para a autonomia feminina. 

Mesmo sendo considerado uma revolução, a relação das mulheres com hormônios sintéticos está bem longe de ser definida como um mar de rosas, afinal, alterar quimicamente o funcionamento hormonal do corpo de várias mulheres, pode gerar reações que não podem ser previstas com precisão, afinal, cada ser humano é único. Entre os efeitos mais comuns relatados por mulheres, em relação ao uso de contraceptivos hormonais, estão dores de cabeça, dores no corpo, enjoo, aumento ou perca de peso excessivo, acnes, mudanças de humor, entre outros efeitos desagradáveis, mas que as mulheres acabam convivendo por acreditarem que estes são ônus compensados pelo bônus de conseguir controlar a própria fertilidade.

Outros métodos não hormonais vem sendo discutidos, recentemente com mais afinco, por mulheres e médicos, pois diminuem em muito estes sintomas e podem ser tão ou mais eficazes que os métodos que causam desconforto.
Ao contrário do que muitos pensam, o DIU é uma ideia que veio muito antes da pilula anticoncepcional, o primeiro registro de estudo que encontramos, é do Doutor Ernst Gräfenberg. Por volta de 1929, ele foi o primeiro médico à produzir, comercializar e implantar o que era chamado de anel Gräfenberg, podemos considerá-lo um "ancestral" do que conhecemos hoje como DIU. Hoje o DIU é o método reversível mais utilizado no mundo, porém no Brasil, ainda existe muito preconceito, por parte das mulheres, em relação ao dispositivo. Algumas dúvidas viraram senso comum no imaginário da mulher brasileira, mas quanto mais mulheres conhecem e desmitificam estas informações, mais o DIU entra para a lista de escolhas conscientes das brasileiras.

O DIU, assim como a maioria dos contraceptivos, vem avançando junto com a tecnologia e isso faz com que os efeitos adversos sejam menores. Muitas dúvidas ainda permanecem e, muitas delas, podem ser tiradas com seu médico, enfermeira obstetra ou médico da família, outras podem ser respondidos neste post:

O prazo de "validade" do DIU de cobre é, normalmente, de 10-12 anos, devendo ser trocado após este período pois perde a capacidade contraceptiva. DIU's hormonais, costumam ter menor duração.
O DIU de cobre não contém hormônios, sua contracepção se dá pela liberação contínua de metais no útero, tornando-o um ambiente hostil para implantação do óvulo.
Por não conter hormônios sintéticos, a maioria dos efeitos colaterais que incomodam as mulheres não vão se apresentar por conta do DIU, como ganho de peso, aparecimento de acnes, retenção de líquidos e etc. 
O DIU, assim como qualquer outro método contraceptivo, hormonal ou não, não é 100% eficaz. A eficácia do DIU de cobre é de 99,3%, por isto, é indicado o uso combinado de preservativo em períodos férteis, para aumentar a proteção.

O DIU de cobre é fornecido e aplicado GRATUITAMENTE pelo SUS, cada cidade tem seu procedimento, o ideal é procurar o posto de saúde da sua região e se informar sobre quais os tramites você deve seguir para realizar a implantação.
Todo método contraceptivo deve ser escolhido com a ajuda do seu médico, você entende do seu corpo, porém há questões técnicas que precisam ser avaliadas. Alguns fatores precisam ser levados em consideração na hora de escolher o DIU, como:


  • Alergia ao material;
  • Útero bicorno ou reverso;
  • Planejamento Familiar à curto prazo;
  • Dúvidas em relação à cólicas e sangramentos que podem ocorrer na utilização do dispositivo; 


O DIU PODE SER USADO POR MULHERES QUE AINDA NÃO TEM FILHOS, este é um dos mitos antigos do DIU e deve-se muito a negação dos direitos reprodutivos à própria mulher. Muitos médicos acham que 10 anos (período de validade do DIU) é muito tempo e, por não ter filhos, talvez seja melhor um método de curta duração. 

Este não é um método contraceptivo "abortivo", como muitas pessoas acreditam. O metal liberado pelo dispositivo, impede que óvulo fecundado se fixe na parede do útero, o que é O MÍNIMO pra que um feto exista. Sendo assim, não há aborto de feto, já que não houve fixação de óvulo fecundado na parede do útero.

O DIU não é acessível ao toque do dedo ou do pênis durante o ato sexual, por ser um dispositivo implantando no fundo do útero. O que fica para fora do colo do útero é a "cordinha", muito fina e pequena que, normalmente, é imperceptível pelo parceiro. 


O DIU NÃO PREVINE A TRANSMISSÃO DE DST's (doenças sexualmente transmissíveis), e por isto não dispensa o uso de preservativos. Parceiros sexuais eventuais não carregam estrela testa, demonstrando ou não se tem doenças sexualmente transmissíveis, nem todas tem sintomas externos ou evidentes no órgão sexual.


Restou alguma dúvida? Assista ao vídeo abaixo, com mais algumas informações, se quiser, pode deixar nos comentários suas dúvidas para eu tentar responder, ou converse com seu médico e esclareça-as. Uma mulher informada é uma mulher segura e planejamento familiar faz toda a diferença na estrutura das nossas vidas.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

QUAL LUGAR A FIGURA DO NEGRO OCUPA DENTRO DO SENSO COMUM?

fevereiro 22, 2017 0
Algumas coisas nós já sabemos, como, por exemplo, que vivemos numa sociedade em que o racismo é uma das ferramentas usadas para manutenção de privilégios de uma determinada etnia, apesar de ser sabido também, mas não custa explicar novamente, dizer isto não é falar de indivíduos, é falar de branquitude enquanto conjunto social e todos os privilégios que são conferidos ao grupo, como poder entrar numa loja sem ser seguido, tendo como argumento base apenas a cor da sua pele.
Qual lugar a figura do negro ocupa dentro do senso comum? O Caso Madu.
Cientes de que esta é a base social, podemos concluir então que o "senso comum" (Senso comum é o modo de pensar da maioria das pessoas, são noções comumente admitidas pelos indivíduos. Significa o conhecimento adquirido pelo homem partir de experiências, vivências e observações do mundo. O senso comum se caracteriza por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração. É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano. Fonte: Significados.) desta sociedade também é racista, afinal foi construído por uma engrenagem que se alimenta disto para continuar mantendo a hierarquia.
E é vivendo dentro do "senso comum" que todos continuam ajudando o racismo à existir. Não problematizar o que acontece e justificar com "mas é assim mesmo" ou "é normal acontecer isto", sem levar em consideração de que seu conceito de normalidade é uma construção social, faz com que este sistema se mostre um plano perfeito.

Qual lugar a figura do negro ocupa dentro do senso comum? O Caso Madu. (Foto - Arquivo Pessoal)
No começo deste mês (fevereiro, 2017), Marcella Eduarda Januária Carvalho (mais conhecida como Madu), mulher negra, periférica e cantora em Belo Horizonte, foi presa numa situação no mínimo absurda. Resumidamente, em Belo Horizonte e Região Metropolitana alguns ônibus foram incendiados por criminosos (segundo relatos, em represália às péssimas condições do presídio de Bicas, que fica na RM de Belo Horizonte) e, por este motivo, a polícia intensificou as rondas noturnas afim de proteger os veículos. Numa destas rondas conseguiram impedir dois criminosos de incendiar um ônibus coletivo, mas não prenderam somente os homens que eles tinham evidências concretas para isto, Madu havia coincidentemente dado sinal de parada (estando dentro do veículo), para descer no mesmo ponto que posteriormente os suspeitos embarcaram. Para a polícia, isto, associado ao fato da Madu ser uma jovem negra, pobre e moradora de uma ocupação urbana, foi motivo suficiente para ser dada como "parceira" dos criminosos e ser presa. À ela foi negado o direito de defesa, já que não foi apresentada diretamente ao juiz para contar sua versão dos fatos e anteriormente, o direito de se comunicar com a família, que só ficou sabendo da prisão no dia seguinte através da ligação anônima de um agente.
Após toda a coleção de absurdos relatada acima, a internet nos brinda com uma coleção de comentários vindo diretamente do "senso comum", já amplamente explicado neste texto. 
Qual lugar a figura do negro ocupa dentro do senso comum? O Caso Madu.
Não é "errado" pensar assim (não que eu considere isto certo, mas este não é um texto sobre juízo de valor), mas é exatamente o que acontece quando estamos dentro da ideia de que, no Brasil a democracia racial é real e não há uma estrutura racista mantendo a nossa sociedade como é, feita para acreditar que, a princípio, todo negro é culpado até que se prove o contrário. Se fizermos o exercício de imaginar, uma pessoa branca nesta situação e sem todas as "variáveis" de Madu, pobre e moradora de ocupação urbana (que sabemos da perseguição que estes moradores sofrem), receberia o mesmo tratamento? Seria julgada da mesma forma? Madu foi liberada, mediante pagamento de fiança, ainda obrigada a cumprir horários rígidos e a usar tornozeleira eletrônica para monitoramento, sem sequer ter sido ouvida por um juiz.
Aos negros brasileiros, pobres, em situação de rua, moradores de ocupações urbanas, favelas e, em algumas vezes, até mesmo os de classe média, é este o tratamento oferecido e geralmente a análise feita dentro do senso comum, sempre chega a mesma conclusão: "Vocês estão exagerando", "Isto não é racismo", "Chega de Mimimi", se esquecendo de levar em conta a nossa construção social, os parâmetros ensinados à todos nós para separarmos os "bons dos maus". Este padrão é branco, heteronormativo, machista e rico, fora deste padrão você sempre estará sujeito ao tratamento e o julgamento do senso comum.
E como resolver isto? Claro, se tivéssemos a resposta absoluta seria muito mais fácil, mas é preciso que cada indivíduo tome consciência da sua responsabilidade no desmonte desta grande estrutura que é o racismo, ajudando a combatê-lo dentro da área que lhe compete. Acredito ser meio utópico esperar que os privilégiados lutem contra o seu próprio privilégio, imaginar pessoas lutando para não ter mais os benefícios que hoje os mantém na frente? Pois é, isto é difícil realizar, mas nós enquanto pessoas negras temos mais próximo da realidade, a possibilidade de adquirir conhecimento e sair da reprodução de senso comum, enxergar a estrutura como ela realmente é, é talvez uma forma de mudá-la de maneira mais eficiente.
A falsa ideia de democracia racial é uma venda sobre nossos olhos, com ela nos ocupamos mais em reproduzir aquilo que a sociedade condicionou como verdade. Se a sociedade é racista em sua estrutura, logo, vamos repetir a essência dela: O RACISMO. Pensar com a própria cabeça, utilizando-se dos próprios argumentos, ouvir novos pontos de vista sem apresentar tanta resistência ao que contraria aquilo que você aprendeu por toda a vida, é uma porta para combatermos a disparidade que existe. Pense nisto!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

QUERIDAS MARCAS DE COSMÉTICOS NACIONAIS: MULHERES PRETAS TAMBÉM USAM BATOM

janeiro 04, 2017 1
QUERIDAS MARCAS DE COSMÉTICOS NACIONAIS: MULHERES PRETAS TAMBÉM USAM BATOM
Porque anda é preciso brigar tanto por representatividade? Aqui mesmo no blog existem vários posts sobre isto, explicando da importância, mostrando exemplos, bons e ruins, demonstrando como fazer e principalmente como nunca fazer, mas ainda assim é preciso desenhar para as empresas porque faz parte de sua obrigação moral enxergar todas as etnias com igual importância.
Falando especialmente da indústria cosmética, por muitas vezes chego a pensar que eles tem total certeza de que nós, mulheres negras, não consumimos seus produtos, porque é fácil perceber o quão ignoradas somos nas publicidades, anúncios, nas revistas, na televisão e em quantos campos mais eles aparecerem.
Das marcas de cosméticos nacionais é praticamente impossível encontrar representatividade nas redes sociais, exceto quando uma ou outra lança uma coleção "exclusiva" com algum "morena" ou "exótica" embutido no nome e nós apenas engolimos esta "representatividade". Como consumidora com dinheiro que vale igualmente ao de mulheres não negras, o mínimo que espero é ter a alguma noção de como uma determinada sombra ou batom provavelmente vai se comportar na minha pele. Não venham me convencer aqui de que as marcas não sabem que em nossa pele as cores se comportam de forma diferente, o contraste altera a cor e tudo isto que nós já sabemos ou descobrimos da pior forma, que é comprando um batom maravilhoso na modelo branca que fica totalmente diferente em contraste com a nossa pele.


Ontem minha amiga querida, Nayara Garófalo (do Blog TW: Preta), me fez lembrar da Eudora, marca nacional que faz parte de uma rede onde outras bastante conhecidas e consumidas também integram e nada fazem para incluir representatividade em suas redes sociais. Embora eu prefira não consumir marcas nas quais eu não me vejo ou não fazem o menor esforço para terem representatividade às mulheres negras, hora ou outra eu sou obrigada à fazê-lo, afinal, fica difícil consumir apenas +MAC Cosmetics e +NYX Professional Makeup, não é mesmo? 






É basicamente disto que falamos ao cobrar das marcas que sejamos IGUALMENTE representadas em suas redes sociais e publicidades, porque nós mulheres negras temos tanto direito quanto as outras de nos enxergar com estes produtos. E, como já foi explicado anteriormente, faz muita diferença sim o tom de pele para a apresentação do cosmético, além das postagens apresentadas aqui não deixarem dúvidas disto. E, avaliando a última hipótese de que "é tudo igual" ou "dá tudo na mesma", porque é então que só temos demonstração de um lado? 
Pois bem, não é igual, como vocês puderam ver bem exemplificado, além de nos poupar um tempo valiosíssimo que é gasto entrando nas lojas nacionais e sendo ignorada pelas vendedoras ou tratadas com descaso, que é o que acontece comigo, além de outras leitoras relatarem isto na página constantemente, em 100% das vezes que entro em uma loja da +Eudora, do +O Boticário ou da +quem disse, berenice?.
Queridas marcas de cosméticos nacionais, mulheres pretas também usam batom. Por gentileza, adaptem-se. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PRODUTOS PARA A ROTINA DE LOW POO - SHAMPOO, MÁSCARA, CONDICIONADOR E FINALIZADOR

dezembro 26, 2016 0

Como vocês já sabem, iniciei uma nova rotina para cuidar dos cabelos, resolvi aderir ao Low Poo neste mês de dezembro e teve vídeo lá no canal para mostrar os produtinhos que estou usando. Como eu sei que nem todo mundo está podendo gastar pacote de dados com vídeos, resolvi mostrar a listinha aqui também, em todo caso o vídeo está ao final deste post, se sobrar um  tempinho (ou alguns megas) dá para ver também!

Shampoo "Cachos - Que Volume é Esse | Cabelos Tipo 4" da Softhair Cosméticos. É um shampoo levemente perolado, com um cheirinho doce mas sem ser enjoativo e que limpa muito bem o couro cabeludo mas não ressecou o meu cabelo. É liberado para low poo e promete ajudar no crescimento saudável dos fios contendo muitas vitaminas. A embalagem vem com 300ml e custa em torno de R$9,90 aqui em Belo Horizonte. (Já tem resenha dele no canal, só clicar aqui)

Condicionador "Cachos - Que Volume é Esse | Cabelos Tipo 4", também da Softhair Cosméticos. Com a mesma fragrância do shampoo, o condicionador é bastante emoliente e também contém vitaminas que, segundo a marca, estimulam o crescimento saudável dos fios. É um produto leve e bem fácil de aplicar nos cabelos, liberado apenas para low poo. (Já tem resenha dele no canal, só clicar aqui)

Máscara de Hidratação - Ceramidas da Kanechon, apesar de ser descrita como uma máscara de "restauração profunda", entrou para a lista de produtinhos com a função de repor a água dos fios. É bastante hidratante e não deixa os fios pesados, além de deixar os cabelos muito macios.

Máscara Transição Capilar da Fina Flor Cosméticos, esta é uma das favoritas deste cronograma capilar. A máscara é liberada para no e low poo e é MUITO hidratante, além de vir com mais 3 aditivos para o cronograma capilar facilitando a nossa  vida. Mas sozinha a máscara é muito potente, realmente dá conta do recado mesmo nenhum tipo de silicone proibido, eu estou amando! (Já tem resenha dele no canal, só clicar aqui)

Condicionador - Transição Capilar da Fina Flor Cosméticos, uma descoberta maravilhosa. Este condicionador é extremamente emoliente e serve tanto para a função comercial quanto para finalizar os cabelos e segurar por mais dayafters, além claro, de poder usá-lo para o "co-wash" (lavagem somente com condicionador), já que ele é liberado para técnica de No Poo também. Bastante emoliente e hidratante este condicionador cumpre muito mais do que o prometido pela marca nos meus cabelos.

Condicionador - Argan Premium da Nutriminas (Shambelle Cosméticos), um condicionador mais denso e muito emoliente, que uso sempre que preciso de um desembaraço mais potente. Ele deixa os cabelos muito macios e é liberado somente para o low poo. (Já tem resenha dele no canal, só clicar aqui)

Gelatina Tô de Cacho "Vai ter Volume Sim" da Salon Line, outro produtinho para no e low poo que testava paradinho aqui na prateleira e agora, depois de aderir ao low poo de vez, voltou a ser usado. Esta gelatina não tem a função de fixar os cachos, mas deixar os cabelos mais soltinhos e com volume. Não pode ser usada sozinha, então sempre tem misturinha com creme para pentear.

Finalizador Meus Cachos "Fitagem" da Embelleze, um creme leve, que deixa o cabelo bem soltinho e com muito volume. Apesar de eu não finalizar o cabelo com fitagem ele tem me servido bem no processo normal e deixado um efeito bacana, principalmente em conjunto com gel líquido.

Creme para pentear Transição Capilar da Fina Flor Cosméticos, também é outro item lançado pela marca que é totalmente liberado para no e low poo. O creme para pentear é consistente e, apesar de no começo ter sentido dificuldade para finalizar com ele, agora que meus fios já estão mais adaptados à técnica, tenho conseguido mais dias com o cabelo arrumado. 

Creme para pentear "Cachos - Que Volume é Esse | Cabelos Tipo 4" da Softhair Cosméticos, é outro finalizador que entrou nesta listinha e tenho gostado bastante, de menor consistência que o anterior mais de igual qualidade. A Softhair conseguiu fazer um creme leve, que não deixa meu cabelo embolado assim que seca, o que é uma das dificuldades que encontrei nos cremes de pentear usados para a técnica, por serem todos muito leves é difícil segurarem por muito tempo a finalização. Mas o finalizador da Sofhair está dando conta do recado.

Gel Líquido "Como se Fosse a Primeira Vez (Day After)" da Salon Line, claro que não comprei para este fim, mas como não deu certo na revitalização do dia seguinte, precisava dar um outro destino à este gel (afinal, meu dinheiro não está aí para ser jogado fora) e resolvi usá-lo para a finalização. Não é que deu certo? O gel líquido tem me ajudado a melhorar o efeito dos cremes sem silicone, a única parte chata é que após secar, ele deixa o cabelo com aquela "falsa caspa" e isto me incomoda muito.

Spray "Dia Seguinte - Transição Capilar da Fina Flor Cosméticos, é o último desta listinha e não poderia deixar de estar por aqui. O spray para o dia seguinte tem me ajudado muito à segurar o cabelo por mais dias arrumados e, além disso, é o ideal para "colocar o cabelo no lugar" quando ele estava preso, por exemplo, e quero voltar a usar solto. Não é um creme com água, é um creme fluído formulado exatamente na consistência certa para esta função.

No vídeo você pode ver a textura de cada produto, além de mais algumas informações que não vieram parar neste post e, se restar alguma dúvida, deixe nos comentários que vamos conversar mais sobre o assunto. Tem dúvidas sobre como começar o low poo? Já tem post aqui no blog falando sobre estas dúvidas de principiantes, só clicar aqui. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

COMECEI O LOW POO: DÚVIDAS DE PRINCIPANTE

dezembro 24, 2016 0
Quando resolvi começar o low poo sabia poucas coisas, todas ouvidas das meninas do Clube de Blogueiras Negras de Beagá em nossas conversas. Confesso que sempre tive muito preconceito com a técnica por algum tempo, porque notava que a maioria das meninas ficava meio "neurótica" na hora de implementar a rotina a sua vida. Eu que passei anos alisando o cabelo, tenho verdadeiro pavor de começar qualquer coisa que me transforme numa nova maníaca. Logo quando fiz o bc entrei numa loucura de cronograma capilar e esta experiência já foi ruim, imagina entrar na neura dos "proibidões"? Ficando triste e deprimida porque todos os meus produtos favoritos são "proibidos"? Pois é, era este o meu medo. Mas como tenho muitos produtos liberados em casa, resolvi passar um mês nesta rotina e agora, já quase no final da experiência, acho que posso tirar algumas dúvidas que eu também tive e pode ser útil para muitas de vocês.
Low poo em bom e velho português, significa "pouco shampoo". A técnica preza por usarmos produtos menos agressivos nos nossos cabelos e, apesar de não ser exclusiva para cabelos crespos e cacheados, abolir os shampoos com sulfato e os cremes com petrolatos faz muito bem ao nosso tipo de cabelo. Durante este tempinho que não estou usando mais os "proibidos" notei meu cabelo com muito mais brilho e maciez, o estava difícil já há alguns meses, acredito que por conta das tinturas e descolorações, além da parafina é claro.
Primeiro de tudo é importante saber que: VOCÊ NÃO VAI MORRER SE USAR UM PROIBIDO OU OUTRO por acidente ou alguma vez por necessidade. A técnica de low poo existe, principalmente, para ajudar você ter um cabelo saudável mas isso não significa que seu cabelo vai cair se por um acaso encostar uma parafina nele, ok? Do último uso de sulfatos e parafinas até seu cabelo se ver completamente sem os resíduos leva um tempinho, então nada de surtar porque ainda tem resíduo num pente, numa escova, numa touca de cabelo ou numa fronha. Lembrou que tem? É só lavar e seguir a sua vida!
O que são produtos proibidos? 
Produtos proibidos no low poo são todos aqueles que contém substâncias derivadas do petróleo: óleo mineral, parafina, petrolatos, silicones insolúveis em água e, no caso dos shampoos principalmente, sulfatos. Estes produtos, segundo a técnica, prejudicam ou impedem a real hidratação dos cabelos por "entupirem" os poros. Você pode estar se perguntando se é preciso decorar todas estas substâncias, não é mesmo? Não diria decorar mas ter à mão todas as vezes que for as compras seria interessante, para não correr o risco de levar para casa um produto com substâncias proibidas sem querer. Apesar de muita gente também ter abolido os "parabenos" da sua lista de produtos ao aderir a técnica, originalmente eles não estão proibidos. Parabenos são conservantes usados não só em cosméticos mas principalmente neles, quimicamente, os parabenos são os ésteres do ácido 4-hidroxibenzoico com álcoois de cadeia curta. Sua eficácia como conservantes, em combinação com o seu baixo custo, a longa história da sua utilização, e a ineficácia das alternativas naturais, como o extrato de semente de toranja, explica porque os parabenos são tão comuns. Alguns parabenos são encontrados naturalmente em fontes vegetais. Por exemplo, metilparabeno é encontrado em amoras, onde ele atua como um agente antimicrobiano (Fonte: Wikipédia).
Caso eu use algum produto proibido é preciso lavar com shampoo anti-resíduo?
Não, os proibidões saem com shampoo comum que contenha sulfato. Shampoo anti-resíduo não deve ser usado indiscriminadamente porque exige muito do cabelo, além do que, se você faz algum processo químico de coloração, o shampoo anti-resíduo pode contribuir para o desbotamento. 
Como saber o que pode e o que não pode? 
As marcas agora tem facilitado a nossa vida estampando em seus rótulos adesivos, indicando assim que os produtos são livres de componentes que não podemos usar quando aderimos à técnica. Mas se restar alguma dúvida, vocês podem consultar as listas disponíveis na internet, indico o "Guia Low Poo - Manual para Iniciantes (Blog Cacheia)", o texto é da Maressa Souza e está super bem explicadinho por lá. Mas, vou deixar por aqui uma listinha básica dos mais comuns que são proibidos para a técnica:
Sulfatos: Sodium Laureth Sulfate, Sodium Lauryl Eter Sulfate, Sodium Laurisulfate/Sodium Lauryl Sulfate, Sodium Myreth Sulfate, Sodium Trideceth Sulfate, Sodium Coco-Sulfonate, Sodium Sulfate Coconut.

Patrolatos: Petrolatum/petrolato, Mineral Oil/óleo mineral, Parafinum Liquid/parafina líquida, Isoparaffin, C13-14 Isoparaffin, C12-20 Isoparaffin, Vaselina/vaselin, Isododecane/Isododecene.
Tenho dado preferência aos produtos de marcas conhecidas que já se apresentam como liberados para low poo, lembrando que a outra técnica conhecida como "no poo" é mais restritiva e não usa nenhum tipo de shampoo, então não precisam se preocupar com os sulfatos que quase não aparecem nos demais produtos do cronograma capilar.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

AGORA, TUDO É CACHO - ALIMENTANDO O CONSUMISMO A BASE DE REPRESENTATIVIDADE

dezembro 22, 2016 2
A discussão sobre o assunto "representatividade" na indústria de cosméticos sempre passa por dois vieses muito importantes, o primeiro deles trata da falta de representatividade das negras de pele escura e cabelos crespos (de verdade) nas campanhas e anúncios publicitários, o segundo, que será discutido neste texto, é o quanto o mercado, cosmético principalmente, tem nos tratado como um público que apenas consome uma enxurrada de produtos semelhantes, com uma embalagem coloridinha e infantilizada. 
Há dez anos atrás as marcas não reconheciam os cabelos cacheados, muito menos os crespos, principalmente os das mulheres negras, como mercado consumidor e por isto era quase impossível ver um produto específico para os nossos tipos de cabelo nas gôndolas, hoje o mercado descobriu que nós mulheres negras de cabelos crespos e cacheados estávamos nos organizando para cuidar das nossas madeixas. Como esperto que nosso sistema capitalista é, tratou logo de tirar do "amadorismo" nossas misturinhas, nossos cuidados e industrializá-los. Hoje é muito mais fácil encontrar produtos para todos os tipos de cabelos cacheados e quase todos os tipos de crespos. 
Pensando nisto, não é de todo ruim que o capitalismo tenha se aproveitado deste nicho, afinal, não podemos ignorar que nem todas as mulheres negras, cacheadas ou crespas, tem acesso à internet e podem se informar nestes grupos que ensinam virtualmente sobre cuidados com os nossos tipos de cabelo, além do mais, a disponibilidade maior de produtos é um incentivo aos pais de crianças negras que antes acabavam se rendendo aos alisamentos, com a justificativa de que o mercado não oferecia formas acessíveis e à um custo justo para cuidar dos cabelos da maioria de nossas crianças negras. 
Embora tenhamos isto à comemorar, outro ponto precisa ser destacado na hora de falar sobre a nova onda no mercado de "produtos para cachos e crespos": é a sobrecarga de produtos jogado pelas marcas no mercado. Muitas meninas que estão agora entrando em transição ganham junto com a vontade de mudar, o vício descontrolado por todos os lançamentos das marcas, sem reparar que, muitas vezes, é o mesmo produto vestido de formas diferentes. Você não precisa de dez cremes para pentear, mais da metade deles tem a mesma fórmula mudando apenas as embalagens mas, não é isto que as marcas querem que nós pensemos. Não quer dizer que você não possa comprar todos os lançamentos e montar uma coleção na sua casa, muito pelo contrário, se você puder, quiser e tiver condições para isto vá fundo e se jogue nas comprinhas, a sensação é ótima. Mas, se não puder fazer isto, de forma alguma precisa se sentir  culpada ou "deslocada".
Hoje são centenas de máscaras de hidratação, por exemplo, com a função de repor água única e exclusivamente, cada uma com a embalagem mais fofa que a outra enchendo nossos olhos e nossa vontade de consumir, mas, será que você precisa realmente disto? É compreensível que agora com milhares de produtos para nós, que antes não tínhamos nada dedicado à nossa estética, fiquemos tentadas à testar tudo, mas é preciso sempre estar atenta à esta infantilização que o mercado tenta fazer conosco, por muitas vezes, nos colocando em posição de esponjas que apenas absorvem sem questionar. 
Antes de se jogar em todas as tentações e novidades, pense: é para mim? Minha estética realmente importa para este mercado, tanto quanto o meu dinheiro? É muito fácil escrever que é para crespas ou cacheadas na embalagem e esperar que todas nós consumamos mais um produto que, talvez, antes tivesse uma mesma fórmula, mas com embalagem "padrão Europa".
A representatividade nos rótulos nós já alcançamos em partes, isto com certeza é para ser comemorado, agora vamos sempre estar atentas àqueles que usam a mensagem de empoderamento, como forma de atingir a "meta de venda" da sua marca, sem se importar de fato com a essência e a resistência que isto representa. E quanto à você mulher negra, cacheada ou crespa, saiba que você não precisa comprar tudo que está disponível na intenção de se encaixar, nosso cabelo não é moda, é ancestralidade!

sábado, 17 de dezembro de 2016

CB NEGRAS BH: SOZINHAS SOMOS FANTÁSTICAS E JUNTAS SOMOS IMBATÍVEIS!

dezembro 17, 2016 0
O primeiro Clube de Influenciadoras Digitais Negras, do País!
Neste mês de Outubro, o Clube de Blogueiras Negras de Beagá completou seu primeiro ano. Oficialmente comemoramos no dia 16/10/2016, mas o projeto começou um pouco antes disto, no dia dois de outubro de 2015, hoje aqui no blog você vai saber um pouco mais sobre o projeto.
Por vezes percebemos que está centralizado no eixo Rio-Sampa, o maior número influenciadores digitais conhecidas pelo Brasil inteiro, há claro outras blogueiras e YouTuberes espalhadas por todo o pais e com bastante visibilidade mas, a maioria está nestes dois estados. Não menos importantes, nós de BH e região metropolitana, também trilhamos caminhos nas redes e vínhamos desenvolvendo um bom trabalho. Mas, então, onde estavam estas influenciadoras digitais negras de Belo Horizonte? Claro que aqui, estou falando de um grupo de blogueiras inseridas declaradamente num recorte racial e que, militantes ou não, reconhecem este posicionamento. 
Com cada vez menos espaço na mídia convencional, mulheres negras resolveram então ser a própria representatividade, criando blogs, canais no YouTube e produzindo conteúdo de qualidade, visibilidade para estas mulheres é bem mais complicado, não basta ter números expressivos, é preciso também abrir este mercado no peito e na raça.
Assim, surgiu a ideia do Clube de Blogueiras Negras de Beagá, com o propósito de reunir influenciadores digitais de Belo Horizonte e Região Metropolitana que estivessem, além de produzindo um bom conteúdo, dispostas a abrir caminho "no peito e na raça", como mídia negra de Belo Horizonte. O Clube de Blogueiras Negras de Beagá hoje funciona como uma ponte entre estas influenciadoras digitais e clientes que buscam este tipo de mídia para trabalhar e vender seus produtos ou serviços, mas com um diferença importante: a ancestralidade destas blogueiras e youtuberes, não está à venda neste projeto! O Clube De Blogueiras Negras de Beagá, não vende, determina as ideias ou a opinião de cada blogueira, assim como não exige nenhum posicionamento ideológico das integrantes, muito embora o Clube de Blogueiras Negras de Beagá exista também, para despertar o pensamento critico tanto nas suas integrantes quanto em nossos seguidores.
O projeto, começou com mais três pessoas que abraçaram esta ideia: Sheila Matias, blogueira e Youtuber do Blog 'Negras do Brasil'; Ricardo Lima, Publicitário, Social Media, Blogueiro e Youtuber; Nayara Garófalo, Revisora, Professora e Blogueira do 'TW: Preta!'. Profissionais que, assim como eu, acreditaram naquele momento que uma mudança se fazia necessária e que coletivamente seria o caminho mais inteligente à ser seguido. Em outubro de 2015 o Clube de Blogueiras Negras de Beagá começou a ganhar forma e corpo, neste inicio não tínhamos ideia da dimensão que o projeto tomaria, se consolidando como o primeiro Clube de Influenciadoras Digitais Negras, do país. No inicio do clube a ideia era, apenas, juntar e profissionalizar o trabalho das blogueiras negras da nossa cidade, uma vez identificado que estávamos realizando bons trabalhos mas, de forma isolada e muitas das vezes, sem a qualidade técnica necessária para sermos reconhecidas como profissionais. De lá pra cá, promovemos Workshops profissionalizantes dentro do nosso campo de atuação e vimos o conteúdo de cada blogueira alcançar níveis surpreendentes.
Além da experiência conquistada com o tempo e com os workshops, é possível perceber de forma escancarada, em nós que fazendo parte deste projeto, o desenvolvimento critico, técnico, gráfico e profissional alcançou níveis fantásticos. O clube conta hoje com 8 influenciadoras digitais (você pode conhecer cada uma clicando aqui), cada uma desenvolvendo um trabalho tecnicamente superior ao que desenvolvia há pouco mais de um ano atrás, tanto em seus blogs, quanto em outras plataformas que seus trabalhos ocupam. E isto leva indiscutivelmente à um nível mais alto do trabalho do coletivo que, deixou de contar com blogueiras que estavam reunidas para deixarem de ser amadoras, para evoluir dentro do profissional. 
O Clube de Blogueiras Negras de Beagá hoje é uma empresa, que busca levar cada uma de suas blogueiras para mais próximo das marcas, clientes, parceiros e patrocinadores e, também, dar meios para a que cada uma destas blogueiras consiga produzir um conteúdo de qualidade para devolver ao público e aos parceiros e patrocinadores. Sem nunca nos esquecermos que estamos compondo uma parte importante do recorte social e, como tal, temos a obrigação de pensar neste recorte no momento de desenvolver o nosso trabalho. Depois de feita a ponte, o trabalho é responsabilidade de cada uma delas, em fortificar e manter as parcerias. 
No site do Clube se Blogueiras Negras de Beagá, você encontra mais detalhes: como fazer parte, as blogueiras que fazem parte do projeto e perguntas frequentes. É só acessar para saber um pouco mais!
E se você gostou da ideia mas é de outra cidade, que tal criar o seu próprio projeto? O Clube se Blogueiras Negras de Beagá existe também para estimular outros grupos de influenciadoras digitais negras à se organizarem e colocarem a mão na massa, então que tal se inspirar, juntar as blogueiras negras próximas à você e trabalharem juntas? Digo por experiências própria: sozinhas cada uma de nós faz trabalhos fantásticos, mas juntas, somos imbatíveis!

Post Top Ad