segunda-feira, 10 de setembro de 2018

É COISA DE PRETO, COISA DE NEGÃO!

setembro 10, 2018 0
"- É porque o preconceito começa de vocês mesmo..."
"- Não começou de mim mesmo não, amigo, dá uma puxadela no teu calendário aí que tu vai ver que começou tem coisa de 400 anos... Eu sou de 93..."

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Yuri Marçal - Humorista Carioca. Foto: Reprodução da Página Oficial do Facebook

O humor negro vai, finalmente, ser apresentado em Belo Horizonte, no próximo dia 16 de Setembro, no Teatro Ouro Minas. Junto de Yuri estarão outros humoristas, Thiago Carmona, Fred Café e Gui Preto. Eles prometem um espetáculo "com objetivo de promover a cultura afro e fortalecer a luta pela classe." (Sympla)

O jovem de 25 anos ficou conhecido por mim através de vídeos com o tal humor negro de que tanto gosto, piadas ácidas, assertivas e muito engraçadas que incomodam os lugares de privilégio social. A ironia na medida de Yuri e a forma como utiliza situações do racismo cotidiano para confrontar a branquitude fazem de Yuri um grande sucesso. 

O racismo reverso toma corpo e fica evidentemente engraçado na interpretação de Yuri. O vídeo Mulher Preta, que já conta com mais de 1,3 milhões de views no Facebook, fala com muito bom humor sobre amar a nossa estética no outro, uma forma engraçada de rebater o famoso "amor não tem cor", que tanto se ouve na internet.


"Mulher preta é Deus, cara!"


Com mais de 190 mil seguidores, o ator ganha cada vez mais espaço com a ressignificação do conceito de "humor negro", mostrando que coisa de preto é fazer um humor que não ofenda ou ataque a subjetividade de outras pessoas, provando que é possível se divertir sem ser racista e fazer piadas que envolvem pretos sem ser ofensivo.

Por enquanto a peça tem apresentação única em Belo Horizonte, os ingressos custam R$30,00 e podem ser adquiridos através do Sympla

sábado, 8 de setembro de 2018

MATCHFUDING: CAMPANHA DE FINANCIAMENTO COLETIVO PARA YOUTUBERS NEGRAS

setembro 08, 2018 0

Campanha de financiamento coletivo vai apoiar profissionalização de 10 youtubers negras brasileiras



O projeto "Sou Negra e Quero falar!", do Clube de Blogueiras Negras, busca arrecadar 25 mil reais para promover oficinas de análise do discurso, segurança digital e produção de vídeo, para jovens que criam conteúdo socialmente responsável.

De 31 de agosto a 15 de outubro, acontece a campanha de financiamento coletivo do projeto Sou Negra e Quero falar!, uma iniciativa da jornalista, designer e historiadora mineira Lívia Teodoro, criadora do canal e do blog NaVeia da Nêga e do Clube de Blogueiras Negras.

Por dois dias, 10 blogueiras e youtubers negras participarão de oficinas de análise do discurso, produção de vídeo e segurança digital. No fim, o conteúdo produzido será disponibilizado para votação pública e as vencedoras receberão equipamentos. “Acredito que esse projeto seja de extrema importância para colocar as youtubers negras em outro patamar. Num momento em que vemos grandes canais no YouTube entrando em polêmicas racistas, machistas e xenofóbicas, é importante valorizar e dar espaço àquelas que vêm fazendo uma comunicação representativa e socialmente responsável”, diz Lívia.

A campanha é na modalidade matchfunding, quando uma empresa apoiadora multiplica o valor recebido. “A cada real arrecadado pela campanha, o Movimento Coletivo vai somar mais dois. Assim, quem contribuir com 10 reais pode sentir no coração que colaborou com 30”, destaca Nattany Martins, uma das youtubers que será beneficiada pelas oficinas do projeto.

Hoje, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas produtoras de conteúdo que estão fora dos assuntos considerados comerciais é encontrar motivação para continuar a produzir mesmo sem patrocínio. Vivemos num mundo que privilegia os conteúdos bem produzidos. Logo, além de saber o que falar, é preciso transmitir com qualidade. Essa é a finalidade da nossa formação!”, finaliza Lívia (foto).

As contribuições vão de 10 a 500 reais, e recompensas são oferecidas como contrapartida para os benfeitores. O site para colaborar é www.benfeitoria.com/cbnegras, no ar a partir de 12h do dia 31. A campanha fica no ar por 45 dias. A produção executiva é de Zaíra Magalhães.

Projeto Negras Potências

Fortalecer econômica, política e socialmente as mulheres negras, grupo que experimenta a desigualdade e a violência de maneira mais profunda. Este é o foco dos 16 projetos selecionados – dentre eles o Sou Negra e Quero falar! –, em junho, no edital Negras Potências, para participar de uma campanha de matchfunding. A iniciativa é uma parceria entre o Baobá – Fundo para Equidade Racial, a plataforma de mobilização Benfeitoria e o Movimento Coletivo.

Nesta modalidade de financiamento coletivo, toda a captação realizada pelos projetos na Benfeitoria será triplicada pelo Movimento Coletivo, a plataforma de investimento social da Coca-Cola Brasil, por meio de um fundo de R$ 500 mil.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A PRETA DA VEZ

agosto 24, 2018 1
A busca pela representatividade, principalmente nas mídias comerciais, têm trazido à tona uma questão específica e bem nova para a comunidade negra. É possível falar de pessoas negras "padrão"? Existe um padrão em que o corpo negro caiba?
Existe corpo negro padrão? Projetado pelo Freepik
Quando falamos em corpo padrão, é óbvio que o socialmente construído é conhecido por todos nós: branco, magro, alto, de preferência loiro, a princesinha no imaginário das histórias infantis. Logo, é difícil imaginar o corpo negro ocupando qualquer coisa próximo de um lugar padrão. Mas, como explicar então as pessoas negras padrão, aquelas que têm sido procuradas para serem representatividade de marcas e da mídia que precisa incluir pessoas negras – mas não qualquer negra?

As pretas da vez estão em muitos canais. Não é difícil identificar a preferência de certas marcas e mídias por negras  de pele mais clara, "traços finos" (com todas as aspas do mundo, para entendermos o racismo que há nesta expressão), magras, com cabelos longos e cacheados. E aí, é possível negar que há uma negra padrão?

É importante termos em mente que o padrão é branco e estamos na luta para que ele seja erradicado (Salve, Rincon Sapiência!), portanto, pessoas negras não cabem no padrão social nos moldes macro, mesmo as magras, mesmo as de pele clara, mesmo as heterossexuais, mesmo as perfeitas. Mas, também é importante reconhecermos que, quanto mais próximo da branquitude, mais fácil ser um tipo aceito por ela. Afinal, o que é mais cômodo do que colocar na sua lista uma pessoa negra que não agrida o seu padrão? Assim, as pessoas negras que são gordas, com ""traços grossos"" (fazendo aqui a mesma observação do racismo), de pele mais e mais escura, homossexuais, bissexuais, ou seja, todo que destoe do que seria algo equivalente ao padrão branco, só que negro, sequer entra na fila da representatividade nos canais hegemônicos da mídia ou das marcas legais, que resolvem contratar apenas os e as pretas da vez.

E o que fazemos com isso?

Adianta nos voltarmos contra as pessoas negras padrão? Acredito que o problema está no sistema e acredite, esse não é um problema novo. Dividir para conquistar é historicamente usado contra o nosso povo. Escravos da casa e escravos da lavoura, por exemplo, uns contra os outros, usando os privilégios dos escravos da casa para incitar a ira dos escravos da lavoura. Mas, não há como ter privilégio nenhum em ser escravo e o ideal seria que ambos não fossem.


Acredito, também, que o primeiro passo para desconstruirmos o que vem sendo chamado de padrão e na verdade é mais uma divisão para conquistar, é que os que são considerados padrão entendam do que está sendo falado. Isso é, se você é magra, precisa entender que você é mais tolerada que negras gordas. Isso te faz menos negra? Não! Isso não é um campeonato de opressão. Mas, te faz uma negra magra que agride menos os olhos da branquitude. E, bom, se eles tem que tolerar uma preta, que seja uma que agride menos aos olhos. Agora, pense, você quer mesmo ser essa peça? 

No começo pode ser interessante ter esse acesso – porque não é privilégio nenhum ser tolerada –, mas, a que preço? Ser magra, ser de classe média, ser heterossexual, ter pele clara ou tudo isso junto, confere a mulher negra acessos em algumas situações e não ser assim retira esses acessos. 

Porque acessos? Porque eles podem ser revogados pela branquitude a qualquer momento e sem aviso prévio. Ser rica ou de classe média, ser magra, ser hétero, não garante que os males do racismo não vão te atingir, se você ainda for negra ou negro. 

Precisamos entender o lugar de acesso que ocupamos e desconstruir a ilusão de que é privilégio poder frequentar a casa grande. Privilégio mesmo é liberdade.

Existe corpo negro padrão? Projetado pelo Freepik

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

BB CREAM AVON - COMBATE A ESPINHAS [COR ESCURA]

agosto 16, 2018 0
A pele negra tem uma facilidade maior em adquirir manchas consequentes da acne ou do sol em excesso, por isso a importância do uso do protetor solar. Mas, depois que as manchas já estão lá, é possível usar artifícios que disfarcem as marquinhas, com um efeito natural e sem carregar na maquiagem. É para isto que serve o BB Cream.
BB Cream, numa tradução livre, significa "bálsamo de beleza", é um produto multibenefícios que, além de cuidar da sua pele, pode ter efeito de uma base leve. Este é o caso do BB Cream Combate Espinhas, da Avon. Lançado em 2018, o produto faz parte da linha "Clear Skin", que tem outros produtos para cuidados com a pele oleosa e acneica. 

BB Cream Cleaskin Avon - Cor escura - Resenha

A marca promete uma cobertura "natural e seca", além de prometer que o produto irá auxiliar no combate a espinhas. 

O QUE EU ACHEI?

O produto tem uma cobertura bastante leve e disfarça levemente minhas manchas de acne, no entanto, deixa a pele de fato sequinha e transfere bem pouco, normal para um produto com cor escura, que se adapta bem a minha pele. 
A embalagem poderia sr um puco maior, devido a baixa cobertura, é necessário reforçar o produto nas áreas mais escurecidas e acabamos gastando um pouco mais, a embalagem de 30g poderia ser, pelo menos, do dobro do tamanho.

Quer saber mais?

Tem vídeo no canal, mostrando a aplicação e falando um pouco mais sobre este lançamento da Avon:

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A AMBIÇÃO É UM PRIVILÉGIO E NÓS PRECISAMOS FALAR SOBRE ISTO

agosto 10, 2018 0
Escrever é um privilégio.
Ler e gostar de ler é um privilégio.
“A ambição é um privilégio.” (Clarice Guimarães)
E hoje nós precisamos e vamos falar sobre isto.



O racismo é uma ferramenta de poder que não foi criada pelos próprios oprimidos, embora os filósofos eventuais das redes sociais insistam em repetir esse discurso, batam na tecla de que “racismo está nos olhos de quem vê”. Mesmo que esse argumento não se sustente, ainda precisamos falar sobre as pessoas que acreditam que os subalternos se colocam neste lugar e não que são colocados. Quando somos falados pelo outro, geralmente o falado reflete o desejado por este outro. E é assim que estudiosos sobre a pobreza, que não são ou nem ao menos foram pobres um dia, teorizam sobre o que leva ou o que mantém os pobres onde estão.

Assim como o racismo a educação também é uma ferramenta de poder. Também usada para manutenção das relações, a educação enquanto ferramenta é usada para escolher quem vai e quem não vai acessar este ou aquele espaço. É básico: saber falar difícil te leva a certos lugares e te dá certas condições que não são dadas a quem não sabe. Assim como conhecer os mecanismos de certos grupos sociais pode te fazer entrar neste ou naquele local. Ao mesmo tempo, entender que isto é uma ferramenta também compõe um “privilégio”, que no caso das pessoas negras, por exemplo, pode ser apenas uma salvaguarda, mas, saber como e onde entrar a educação é uma forma de exercer poder sobre as camadas sociais.

Assim nós criamos a falsa ideia de que, pessoas que não acessam a educação não o fazem ou porque não querem ou porque são socialmente incapazes de se importar com isso de maneira autodeterminada. Certo? Não. Se a educação é uma ferramenta de poder, é impossível que o próprio oprimido esteja fazendo uso dela enquanto aparelho. Isto não faz nenhum sentido.

E é aí que o argumento dos filósofos virtuais, cai.

É possível acreditar que toda uma população que estivesse consciente do quanto a educação pode transformar sua realidade, pode tirá-los da condição de expectadores e levá-los ao lugar de roteiristas de suas próprias vidas, que poderia levá-los para frente, seria capaz de abrir mão deliberadamente disto? Repita em voz alta, se você soubesse que a educação é poder e fosse instruído de como ela pode te fazer avançar, você diria “não, obrigado, quero me manter aqui, pobre, resignado, submisso e fraco”? Você acredita mesmo nisto?

E é assim que os privilegiados fazem, dizem que “negros são maioria da população carcerária porque gostam de roubar”, ou que “são minoria na educação porque não gostam de estudar”, assim como já ouvi dizerem que mulheres negras “são minoria no mercado de casamentos porque não gostam de se casar”. Repito, é exatamente quando o teorizador privilegiado fala pelo oprimido que ele projeta nessa conclusão o esperado por ele, ou seja, a explicação mais óbvia para quem sempre teve acesso a informação e escolheu absorvê-la, é que todos os outros tiveram e escolheram não fazer, por isso não têm.

A educação para muitas pessoas não é uma escolha fácil, para outras ela não é sequer uma alternativa. Fazemos parte de uma sociedade capitalista e, como tal, é preciso ter pessoas específicas para cada setor desta sociedade, fazemos partes de uma engrenagem de uma coisa maior e a sociedade precisa continuar fabricando peças para todos os setores. É impossível manipular e “adestrar” pessoas basicamente educadas, é impossível pagar salários medíocres por trabalhos pesados se as pessoas que desempenham este trabalho forem educadas o suficiente para contestar esta lógica. Então, pense um pouco: Para quem interessa uma população não educada? Àqueles que trabalham dia e noite em trabalhos considerados subordinados e pesados, ou à quem precisa lucrar com aquela mão de obra barata? Não precisa ser um gênio para entender isto, mas, é preciso um repertório básico que nem todos tem. E é assim que a sociedade decide várias questões importantes, como por exemplo a criminalização do aborto, que atinge majoritariamente a população negra e pobre do Brasil. Não se educa sobre métodos contraceptivos, não se permite o aborto seguro e legal, depois criminaliza-se a saída desesperada das mulheres, pronto! Você tem uma fábrica de mais e mais pessoas que farão parte deste grupo que trabalha para sustentar a outra parte da história que não é criminalizada e muito menos presa por realizar um aborto, afinal, paga por ele.


Educação é um privilégio e nem o acesso a isto garante que vamos mudar as estruturas completamente, fato. Mas, pensar que quem não acessa escolhe simplesmente não o fazer é irresponsável. As perspectivas de vida dadas para certas camadas da sociedade são diferentes, elas servem ao interesse daqueles que detém o poder, como já disse anteriormente. E, não é porque nós tivemos algumas escolhas que todas as outras pessoas também tiveram.



Pessoas negras não tem privilégios sociais, mesmo quando têm acesso à educação. Para usufruir de privilégios numa sociedade racista, você precisa necessariamente não ser negro (ou indígena, no caso do Brasil). O que a pessoa negra adquire ao ter acesso à educação é um acesso, uma salvaguarda que não vai livrá-la de sofrer racismo, o espaço acadêmico está aí para nos provar isto, mas, vai dar acesso às ferramentas, conhecê-las ao menos para saber como são utilizadas enquanto instrumento de poder. E isto já pode ser alguma coisa.

LEITURA RECOMENDADA SOBRE O TEMA:

Pode o subalterno falar? Gayatri Chakravorty Spivak
O que é lugar de fala? Djamila Ribeiro

domingo, 29 de julho de 2018

O CASO "EVERSON ZÓIO": HOMENS QUE "NÃO PODEM PASSAR VONTADE!"

julho 29, 2018 0
Esta semana quase todos viram alguma notícia sobre o caso do youtuber mineiro que confessou num vídeo ter estuprado a namorada enquanto dormia. O vídeo que ficou no ar por dois anos sem nenhuma repercussão negativa, veio a tona na última semana e (finalmente) as pessoas se indignaram pela atitude do youtuber. No vídeo, o rapaz conta enquanto ri juntos dos amigos, como violentou a namorada enquanto dormia porque, segundo ele, "não poderia passar vontade. 

Após a repercussão negativa Everson apagou o vídeo de seu canal, mas, o vídeo até então contava com mais de 200.000 mil visualizações e gerava renda para o canal. Apesar disto, a internet já havia replicado o vídeo em outras contas e a atitude de Everson não fez com que a polêmica desaparecesse.

O CASO "EVERSON ZÓIO": HOMENS QUE "NÃO PODEM PASSAR VONTADE!"

Como já era de se esperar e como em todo caso em que um youtuber famoso é pego cometendo racismo, machismo, xenofobia e etc., Everson se apressou para "postar um vídeo de desculpas" e a explicação saiu pior que um presente grego. Everson disse que MENTIU, que inventou a história para divertir os amigos, que "homem inventa estas coisas mesmo" e que "é normal homem querer contar vantagem". 

Diante de tudo isto, podemos perceber o quão danosa pode se tornar a relação de alguns influenciadores com a internet. E esta história não pode ter um lado bom: ou é  verdade e o rapaz realmente estuprou a namorada enquanto dormia, ou é mentira e ele acha realmente divertido contar histórias fantasiosas sobre estupro.

Para discutir todas estas questões convidei 4 Youtubers para uma live no meu canal "Na Veia da Nêga": Nattany Martins, Ayrá Sol, Márcia Vasconcelos e Victória Ribeiro. Falamos sobre a cultura do estupro, consentimento, machismo, conservadorismo e aproveitamos para debater um pouco sobre Everson Zóio que é, com certeza, apenas a ponta deste Iceberg!


terça-feira, 17 de julho de 2018

NA VEIA DA NÊGA É SELECIONADO PARA CAMPANHA DE MATCHFUNDING COM "MOVIMENTO COLETIVO"

julho 17, 2018 0
O Fundo Baobá em parceria com a Benfeitoria e com apoio do Movimento Coletivo, lançou o maior canal de matchfunding do país - NEGRAS POTÊNCIAS, em Fevereiro deste ano. E, após participação em edital, o Blog Na Veia da Nêga foi selecionado para participar do projeto.


O Blog Na Veia da Nêga irá participar de uma campanha de financiamento coletivo para realizar o projeto "Sou Negra e Quero Falar!". O projeto irá selecionar 10 Youtubers negras de todo o Brasil e proporcionar uma formação que envolve análise do discurso, produção de vídeo e segurança digital. As Youtubers convidadas terão a oportunidade de produzir conteúdos que serão disponibilizados para o público e poderão receber prêmios para melhorarem a qualidade dos seus vídeos na internet.

O projeto "Sou Negra e Quero Falar!" nasce com a intenção de valorizar, incentivar e capacitar o trabalho de mulheres jovens e negras que utilizam o Youtube como ferramenta de mudança e levam ao público pautas que tratam de saúde da mulher, raça, equidade de gênero, sexualidade, história, combate ao racismo e mais outros temas que são considerados "sensíveis" pela própria plataforma. Incentivar que estes conteúdos continuem sendo produzidos e garantir que o direito a comunicação destas mulheres seja vivenciado é uma das intenções deste projeto. 

A campanha de financiamento coletivo começará em Agosto e todos estão convidados á contribuir. Mulheres negras tem muito a dizer sobre todos os assuntos e a população negra também quer se ver  representada nos novos meios de comunicação, sendo assim, todos podemos contribuir para que bons trabalhos continuem sendo disponibilizados e bons conteúdos continuem aparecendo nas redes. Num momento em que vemos grandes canais no YouTube entrando em polêmicas racistas, machistas, xenofóbicas e outras ações lamentáveis, é importante valorizar e dar espaço àquelas que vem fazendo uma comunicação representativa e socialmente responsável, bem como fomentar espaços com este recorte e estimular este nicho. Contribuir com a nossa campanha é uma forma de mostrar quais os tipos de conteúdo queremos ver e ouvir na internet. 

A seleção de Youtubers para o projeto acontece até o próximo dia 20 de Julho e se você tem interesse em participar, pode preencher este formulário: https://goo.gl/forms/g5DG1oaJ04qxGxCf2

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