terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PRÊMIO LÊDA MARIA MARTINS - SEGUNDA EDIÇÃO

dezembro 11, 2018 0
Equipe do Prêmio, Leda Maria Martins
O Prêmio Leda Maria Martins celebra as produções negras de teatro, dança e performance de Belo Horizonte, de todos os tempos.

Para a segunda edição, a novidade da premiação é a relação da Arte e a Educação. A equipe da premiação é formada por homens e mulheres que, além de artistas, são pesquisadores em Educação na Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG). 

Luciana Matias, Evandro Nunes, Eneida Baraúna, Rikelle Ribeiro, Ana Martins, Denilson Tourinho, Letícia Souza e Guilherme Diniz, compõe a equipe que coordena a premiação este ano.

A premiação acontece no próximo dia 12 de dezembro, quarta-feira, às 18:00. O evento será realizado no Auditório Paulo Camillo – Rua Bernardo Guimarães, 1600, no bairro de Lourdes.

A entrada gratuita, então não tem desculpa para não prestigiar a nossa cultura, não é mesmo? Mas, fiquem atentos, a capacidade de público será reduzida e o espaço sujeito à lotação.

Mais informações através do e-mail: premioledamariamartins@gmail.com.

domingo, 9 de dezembro de 2018

DESODALINA E MONALIZ - SUPLEMENTOS ALIMENTARES PARA EMAGRECIMENTO

dezembro 09, 2018 0
Com a correria do dia a dia e a idade chegando, além de melhorar a alimentação e fazer exercícios, a gente precisa de uma ajudinha extra - sob orientação médica/profissional, claro! É neste sentido que aparecem a Desodalina* e o Monaliz**.

Desodalina e Monaliz - Suplementos alimentares para emagrecimento
Ambos os medicamentos dispensam a necessidade de receita para a compra, o que não quer dizer que você possa utilizá-los sem a supervisão médica (nutricionista ou educador físico, por exemplo). Além disto, a Desodalina e o Monaliz não são indicados para gestantes, nutrizes (mães que amamentam) e crianças Gestantes, nutrizes e crianças de até 3 (três) anos (por motivos óbvios, ? Quem vai dar suplemento alimentar de adulto à uma criança?).

Ambos são considerados complementares na busca pela perca de peso, andam ali de mãozinhas dadas com uma alimentação saudável, uma rotina de exercícios e acompanhamento médico. Então, porque não testar mais este aliado?

As duas caixinhas chegaram aqui em casa esta semana e, depois de uma boa pesagem incluirei estas gracinhas a minha rotina. 

A ideia destes dois é aumentar a sensação de saciedade ou em bom português, inibir o apetite, por isto a necessidade de uma alimentação saudável, afinal, você vai reduzir a quantidade de alimentos que ingere e esta troca deve ser compensada pela qualidade.

Desodalina e Monaliz - Suplementos alimentares para emagrecimento
A sugestão de uso do fabricante para o Monaliz é de um comprimido diário, junto a principal refeição. Já para a Desodalina a recomendação é de duas a quatro capsulas por dia, acompanhadas de no mínimo dois copos d'água, trinta minutos antes do almoço. Uma informação importante é que, para aos alérgicos a frutos do mar a Desodalina não é recomendada, pois contém dericados de peixes e crustáceos.

*Desodalina - suplemento alimentar Sanibras. 30 comprimidos.
**Monaliz - suplemento alimentar Sanibras. 60 cápsulas.

sábado, 8 de dezembro de 2018

"Poxa, nenhuma branca..." OU, SOBRE COMO A BRANQUITUDE NÃO É O CENTRO DO UNIVERSO

dezembro 08, 2018 0
Precisamos parar de existir apenas em contraposição à existência do outro. Isto é urgente.

Quem cria "o outro" é quem o nomeia. Para explicar melhor, o "negro" só existe em contraposição ao "branco", isto está bem explicadinho em Fanon, em Pele Negra, Máscaras Brancas, dá uma lidinha neste clássico, com amor. Em África nós não éramos apenas os negros, eram os Bantus, Congoleses, Zulus, estávamos nos impérios de Gana, Mali, no Egito Antigo. Eram médicos, mestres, homens e mulheres, não apenas negros isto é uma invenção da branquitude, do colonialismo, da dominação, não nossa. E é exatamente por isto que é perigoso continuar existindo apenas dentro desta condição de oposição à este conceito criado pelo colonizador.

Mulheres e homens afro brasileiros são uma multiplicidade de seres. Assim como fomos no período pré-colonial, hoje somos médicos, professores, artistas, escritores, mães, avós, pais, reis, rainhas, pessoas de sorte. E podemos ser tudo isto sem o contraponto branco. Crítica da Razão Negra, livro de Achille Mbembe, discute a formação dessa identidade que surge em contraposição ao branco e busca exatamente resgatar os nossos próprios termos de comparação. Ou seja, é como dizer que nossas referências também podem ser negras, não existe aqui uma disputa ou uma intenção de ocupar o lugar do outro. 

Esta semana, com o lançamento do feat desastroso de Mano Brown e Cléo Pires, surgiram vários comentários defendendo e acusando o cantor – como se coubesse algum tipo de acusação ao fucking Mano Brown – e um deles em particular me chamou atenção. A defesa se baseava em algo mais ou menos assim:

"Vocês estão bravos porque ela não escolheu um branquinho do olho azul pro clipe."

Minha gente, pelo amor de Oxalá.. Quem é que quer ocupar esse lugar!? Representatividade do que?

Participação de Mano Brown no clipe da Música "Melhor que eu" - Disponível no Youtube
Comentários no mesmo sentido puderam ser lidos quando Flávio Renegado, Rapper de Belo Horizonte, colocou mulheres negras – conscientes e de maneira consentida – num clipe simulando sexo, na penumbra – eu odiei! Pronto, bastou isso para que os comentário de “defesa” se baseassem em: “Vocês estão achando ruim porque ele não colocou mulheres brancas do olho azul...”. Querida, eu não! Lembrando que o refrão da música trazia o “acabou o amor, agora é só luxúria”, basta dar uma olhada na carreira do rapper para sabermos onde cabe amor, não é mesmo?

Cena do clipe da música "Luxo Só" - Disponível no youtube
Voltando as contraposições, esta é uma discussão cara e urgente, precisamos parar de existir apenas como contraponto de um outro ou outros. Quando procuramos em marcadores coloniais a nossa afirmação, a nossa existência, o nosso sucesso, não tem como dar certo, não tem como funcionar. 
Pois procurar ser tão bom quanto – insira aqui pessoas que tem uma trajetória totalmente diferente da sua – não faz nenhum sentido, pois, parafraseando Fanon: nós não buscamos ocupar o outro lado, nós queremos destruir o outro lado, nós queremos que não haja lados e só então será possível discutir, só fora da situação colonial é que teremos condições de (re)existir. 

Nós somos bonitos porque somos, porque basta olhar no espelho para ver o quanto nossos traços são maravilhosos. Nós somos fortes porque somos, porque basta ver que o mundo inteiro vem de nós. Nós somos inteligente porque somos, basta ver nossas contribuições para as ciências. Eu sou porque somos porque nós somos.

Nós somos diversos, plurais, múltiplos – sim, se repetir é necessário neste caso – podemos ser nossos próprios contrapontos. Já pensou nisto?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O corpo.

dezembro 03, 2018 0

Parar para pensar no local que o corpo negro ocupa dentro da nossa sociedade, às vezes é uma tarefa mais pesada para os nervos que para o intelecto.

O homem negro, historicamente hipersexualizado e levado ao extremo da humilhação, não se difere da mulher negra na gravidade dos ataques, mudamos a forma como as opressões acontecem, mas, elas continuam existindo. A obrigação de ser sempre o "machão", o "ativo", o "reprodutor" sempre disponível e aqueles que algumas vezes ousam colocar sentimentos a frente desta virilidade imposta  são colocados em lugar de negros com defeito, tudo isso recai sobre o homem preto.

Para a mulher negra sobra o lugar as vezes de corpo invisível, as vezes menos mulher, outras a carne para descarga das outras carnes, sempre assim, um corpo, abusado ou exposto, isso, um corpo.

Pensar no lugar do corpo negro sem falar de amor é negar à nós um novo lugar de humanos, que além de corpos que servem à outros têm sentimentos que podem ser trocados com o outro.

Amor preto cura. Amor preto humaniza. 💓

sábado, 1 de dezembro de 2018

A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA NEGRA

dezembro 01, 2018 0
A história ancestral negra é marcada pela oralidade. Assim construímos e solidificamos tradições ao longo dos anos, inclusive os anos de escravidão, tráfico, torturas, violências e depois sobrevivendo ao genocídio, apagamento cultural, políticas de embranquecimento e etc... A oralidade foi e vem sendo a maneira que os negros que foram sequestrados pra cá, ou os que nasceram aqui, encontraram de resistir e fazer sobreviver a nossa cultura.
Por outro lado também vemos a necessidade de registrar nossas histórias ou, como diria Conceição Evaristo, cresce a necessidade e emergência das nossas Escrevivências. A importância da escrita negra vem sendo cada vez mais percebida e, note, estou longe de falar apenas sobre a escrita acadêmica.



Unicamp, dita por algumas pessoas como "a casa grande da acadêmia", incluiu o álbum Sobrevivendo ao inferno, de 1990, à leitura obrigatória para o vestibular de 2020. 
Ainda causa espanto para algumas pessoas, que um álbum longe de ser considerado clássico entre para a lista de um vestibular tão concorrido como o da Unicamp, mas, para repetir as palavras do coordenador executivo da comissão organizadora do exame (Comvest), José Alves de Freitas Neto, que também é professor de História: "As críticas feitas neste álbum permanecem atuais".

Para além de entrar para a lista de um dos vestibulares mais disputados do país, o que pode ser fácil para qualquer pessoa medíocre que não seja atingida pelo racismo, a escrita negra tem vários outros aspectos relevantes. A reconstrução da nossa autoestima, por exemplo, pode ter como ferramenta o que homens e mulheres negras vem escrevendo nos últimos tempos. Escrevendo com a planejada intenção de ser voz para uns que ainda não tem coragem de se expressar, ou ser apoio para outros que ainda se sentem sozinhos em meio as pauladas que o racismo nos dá, dia após dia.

Músicas, sambas-enredo, filmes, peças de teatro, blogs, canais de comunicação em geral, livros, teses e dissertações tem sido cada vez mais escritas por homens e mulheres negros. Isso significa começar a subverter uma ordem que aparentemente estava dada e era isso mesmo que ia acontecer... Mas, talvez não. Talvez nós tenhamos o que falar sobre nós.

Recentemente ouvi de uma amiga, que está no meio de seu doutorado, críticas pesadas à sua própria escrita. Ela repediu algumas vezes sobre como "escrevia mal" e sobre ter ciência da própria dificuldade de escrita. Procurei ouvir, porque era o papel que me cabia na hora. Mas, duvido muito que uma mulher, negra e com um grande pacote de particularidades em sua história, tenha chegado aonde ela está "escrevendo mal". Isso não é um luxo ao qual uma pessoa negra pode se dar. Se ela de fato "escrevesse mal", sou capaz de apostar que ela não estaria neste lugar dentro da academia.

O que acontece, e muito, é que somos constantemente tomados pela nossa oralidade. E, oras, não há como se afastar daquilo que é essencialmente nossa marca cultural, nossa origem. É difícil se desfazer completamente das suas origens, principalmente se for para cumprir uma agenda de exigências eurocêntricas que tentam a todo custo embranquecer nossas escritas para tolerá-las. 

A nossa missão passa a ser então, conciliar nossa maneira de Escreviver nossas histórias e registrar nossa marca para além da oralidade, na escrita. Sem deixar, no entanto, de marcar a nossa existência também nessa parcela da história. Como diria Lélia Gonzales, homens e mulheres negras ao falarem "assumem um risco", mas, um risco extremamente importante ao meu ver.

Podemos hoje registrar em jornais, revistas, livros, trabalhos acadêmicos, blogs, canais de vídeo e outras tantas formas de produzir História, a nossa própria marca, a nossa própria maneira de viver e ver o que acontece conosco. Para, num futuro breve, inaugurar uma nova leva de documentos em que estejamos nós mesmos falando de nós. Escrever, para homens e mulheres negros, é mais que colocar de maneira ordenada palavras no papel, é registrar de maneira fiel e próxima, aquilo que sabemos que é a nossa própria História.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

BLUESMAN - O NOVO SOCO NO ESTÔMAGO, DE BACO EXU DO BLUES

novembro 27, 2018 0
O rap é uma paixão antiga e coisa de família, vem de anos na minha vida e confesso que eu sou do time que acha que rap é compromisso ou pelo menos deveria ser. Muito do que é chamado de rap hoje é mais uma coleção de palavras sem sentido do que qualquer outra coisa, o compromisso de colocar na música uma realidade que, desde a minha infância, faz parte da minha vida tem deixado muito a desejar. Até que Baco Exu do Blues entrou na minha vida.

Tretas do rap à parte, Baco é o meu som favorito dos últimos tempos e, bom, este texto não é para falar de tretas  moço é bom para alimentar confusões com outros no meio musical   é para falar do álbum incrível que o rapper liberou neste mês. 


Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo ou, simplesmente, Baco Exú do Blues, o rapper de 22 anos ganhou o coração de várias pessoas com Te amo desgraça!, hino que não saiu até hoje das bocas, dos fones de ouvido e das pichações urbanas. Diogo é baiano, nasceu em Salvador e foi em setembro de 2017 que lançou seu primeiro disco solo, Esú. 

No último mês de novembro nos presenteou com o álbum "Blvesman (Bluesman)" e já está entre os álbuns da minha vida. São nove músicas de tirar o fôlego do começo ao fim do álbum.
  1. Bluesman
  2. Queima minha pele (ft. Tim Bernarde)
  3. Me desculpa Jay-Z (ft. 1LUM3)
  4. Minotauro de Borges
  5. Kanye West da Bahia (ft. DKVPZ e Bibi Caetano)
  6. Flamingos (ft. Tuyo)
  7. Girassóis de Van Gogh
  8. Preto e Prata
  9. BB King
A graça do rap, para mim, é ser arrepiante, aquela letra que fala tanto com você que te tira o ar, esta é para mim a definição perfeita sobre o álbum de Baco.

"Não quero mais dormir do seu lado
Prefiro ficar acordado
Guardando seu rosto pra lembrar de você
Lembrar de você, lembrar de você
O seu olhar é um caminho sem saída
Cê tem uma cara de quem vai fuder minha vida
Então só entro
O seu corpo é um caminho sem saída"

(Girassóis de Van Gogh - Baco Exu do Blues)

Girassóis de Van Gogh é a sétima faixa do álbum, um love song, está oficialmente atualizada a minha playlist de namorar, aliás, esta uma marca de Baco, músicas que falam do corpo sem pudor e sem criminalizar o que entendemos como sexo e troca de afetos. 
"Cê tem uma cara de quem vai foder minha vida...", existe forma mais sincera de elogiar o crush?
Outra faixa que chama atenção é Kenye West da Bahia, embora acredite que Baco desconsiderou algumas falas bem tortas do Rapper americano a faixa é bastante contundente.
"Eu espanquei Jesus quando vi ele chorando, gritando e falando que queria ser branco, alisar cabelo e botar uma lente pra ficar igual a imagem que vocês criaram."
(Kenye West da Bahia - Baco Exu do Blues)

Este é o álbum para você amar e odiar várias vezes   eu mesma só consigo amar   ouvindo e refletindo sobre o que o rap tem a dizer. Apesar da pouca idade, Baco consegue se expressar muito bem através de suas letras e, mais que isto, expressar esta juventude que vem se orgulhando em mostrar sua negritude, falando de si e se colocando como o centro da discussão, não como uma simples oposição ao outro - o Branco.



O filme oficial que abre os trabalhos, tem mais de oito minutos e faz uma referência ao negro enquanto prata e uma reflexão sobre porque o ouro é então mais valorizado. A oitava faixa do CD, Preto e Prata, precisa do filme para contextualizar, ou seja, o nosso rapper de apenas vinte e dois anos está fazendo bonito nessa produção, construindo uma lógica para seu conteúdo, uma maneira de prender o expectador. E, fez isso de maneira brilhante.
Se valorizar e se amar, conhecer a própria ancestralidade. Em referência Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, a nona faixa do CD fala tão bem e com tanta força sobre autodefinição que chega a arrepiar. BB King, nasceu em 1925 e recebeu o título de rei do Blues, 15 Grammys durante toda a carreira e uma extensa lista de prêmios e citações. O guitarrista faleceu em 2015.


"1903. 
A primeira vez que um homem branco observou um homem negro, não como um um “animal” agressivo ou força braçal desprovida de inteligência. Desta vez percebe-se o talento, a criatividade, a MÚSICA! O mundo branco nunca havia sentido algo como o “blues”. 
Um negro, um violão e um canivete. Nasce na luta pela vida, nasce forte, nasce pungente. Pela real necessidade de existir!

O que é ser “Bluesman"?
É ser o inverso do que os "outros" pensam. É ser contra corrente, ser a própria força, a sua própria raiz. É saber que nunca fomos uma reprodução automática da imagem submissa que foi criada por eles.
Foda-se a imagem que vocês criaram.
Não sou legível. Não sou entendível.
Sou meu próprio deus.
Sou meu próprio santo. Meu próprio poeta. 
Me olhe como uma tela preta, de um único pintor. Só eu posso fazer minha arte. Só eu posso me descrever.
Vocês não têm esse direito.
Não sou obrigado a ser o que vocês esperam! Somos muito mais!
Se você não se enquadra ao que esperam…
você é um “Bluesman”."

(BB King - Baco Exu do Blues)





segunda-feira, 12 de novembro de 2018

'SOU NEGRA E QUERO FALAR': PRIMEIRA EDIÇÃO EM BELO HORIZONTE

novembro 12, 2018 0
Aconteceu em Belo Horizonte, entre os dias 07 e 11 de Novembro, a primeira edição do projeto Sou Negra e Quero Falar, do Clube de Blogueiras Negras.
Foto: Clube de Blogueiras Negras
A formação que tem apoio da Artigo 19 e financiamento da Embaixada do Canadá formou dez youtubers negras de todo o Brasil para que o conteúdo que elas produzem ganhem ainda mais qualidades.

Idealizado pela Blogueira Lívia Teodoro, do Blog Na Veia da Nega o projeto tem a produção executiva da Divindade Cultural - Zaíra Magalhães. 
A Artigo 19 é uma agência não governamental nascida em Londres que defende os Direitos Humanos e a proteção de comunicadores que atuam neste contexto e apoiou o Clube de Blogueiras Negras na construção e realização do primeiro curso para Youtubers Negras realizado no Brasil.

A formação que foi pensada para fortalecer o trabalho de mulheres negras que utilizam a plataforma do YouTube como ferramenta de ativismo digital contemplou: segurança digital, análise do discurso, planejamento de mídias digitais e produção de vídeo.


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