domingo, 22 de outubro de 2017

FEMINISMO NEGRO: CADA UMA COM A SUAS OPRESSÕES E DEMANDAS

outubro 22, 2017 0
Uma coisa é fato, se declarar uma mulher feminista sendo uma mulher negra não é fácil, é pesado e carrega um fardo que nem todas conseguem, ou mesmo querem, carregar. Uma das discussões que mais me afeta e me faz ficar atenta é a discussão quanto à liberdade dos nossos corpos e o peso da objetificação sobre a nossa liberdade. Se posicionar politicamente como uma mulher feminista é, embora não devesse ser, uma missão difícil e por vezes cheia de ressalvas, quando se é uma mulher negra a ressalva vem quase sempre acompanhadas da necessidade de explicar que há sim um outro feminismo, negro e que abarca outras pautas muito diferentes.
Primeiro, é preciso deixar bem claro que se rotular ou não feminista não faz muita diferença quando se é pelas mulheres e quando se tem ao menos consciência de que vivemos numa sociedade historicamente machista, o feminismo não precisa de gente "falando" mais do que precisa de gente fazendo. Toda a nossa produção cultural e social e masculina, branca, heteronormativa e, muitas vezes, eurocêntrica, então ter consciência disto e enxergar que é necessário uma mudança estrutural não te obriga necessariamente a se declara feminista, o feminismo também tem a ver com você, mulher, poder fazer o que quiser. Dito isto, outra coisa se faz importante: antes de ser lida como mulher nós negras somos lidas como PRETAS e na nossa sociedade isso vem primeiro determinando a forma como o mundo se relaciona conosco no público e no privado. Enquanto as Sufragistas lutavam lá no final do século XIX por direitos feministas, entre eles o voto, as mulheres negras buscavam ainda o direito de serem enxergadas como humanas, depois mulheres e, depois quem sabe, almejarem o direito ao voto e isto falando do contexto no Reino Unido, para nem dizer que até 1888 as mulheres negras brasileiras estavam em regime de escravidão.
Angela Davis, em seu livro publicado pela editora Boi Tempo, "Mulheres, Raça e Classe", trata no primeiro capítulo sobre a "não feminilidade" (com licença para chamar assim) das mulheres negras estadunidenses no período da escravidão. Além de descrever sobre a rotina destas mulheres, fala sobre os papéis masculinos e femininos que, para quem explorava mão de obra escrava, era praticamente a mesma coisa na hora de desempenhar as tarefas imputadas pela escravidão.
Dito tudo isto, é diante deste contexto que eu me pego a analisar o nu da mulher negra e como isto não seria um símbolo de liberdade dentro da nossa história. O corpo da mulher negra, sempre foi tratado como mercadoria, muito barata, diga-se de passagem, e isto é inegável, objetificação, as vendas, os estupros, tudo isto estão no nosso passado, no nosso presente e, a menos que continuemos lutando, também no nosso futuro. O nosso corpo "nu" não é revolucionário, basta conhecer um pouco da história das nossas ancestrais para pensar sobre isto e não falo aqui do nu "abstrato", "poético", fotos que inclusive tem o poder muitas vezes de resgatar a essência da nossa beleza, não é isto. Falo das fotos "peladas" mesmo, "no seco", o famoso "MANDA NUDES!".
Não é preciso ir muito longe da nossa realidade para enxergar que a mulher negra é objetificada e a sociedade normalizou isto, a imagem da globeleza besuntada em óleo e purpurina é comum e aceita pelo nosso imaginário social, assim, a mulher negra vai sendo culturalmente perpetuada nesse papel de "mulata sensual" e, como há séculos nosso corpo vem sendo exposto, se colocar de novo nesse papel de "carne exposta" não é nenhuma novidade revolucionária. Isto não quer dizer, claro, que seja proibido, mas, não é uma pauta negra assim como das mulheres brancas, buscar poder andar com o corpo descoberto assim como os homens, lembram-se de Angela Davis citada acima? Nós já estávamos sendo equiparadas aos homens há bastante tempo. Não é uma questão de ter pautas melhores ou piores, quem sofre mais ou menos, não é uma "Olimpíada de Opressão" e não estamos aqui para disputar quem sofre mais, mas, é preciso enxergar que existem sim opressões diferentes e tratar do discurso como "somos todas vítimas da mesma opressão" é apagar pautas de mulheres negras, feministas ou não, que sabem de demandas muito específicas para nós e que nunca foram demandas de mulheres brancas.
Outro ponto quando falamos da revolução que é poder reivindicar as nossas pautas, nos declarando ou não feministas, aparece muito claramente no "Dia das Mulheres", a polêmica do "quero flores X não quero flores" todo os anos é debatida por nós, mulheres negras, convidando a refletir sobre um ponto importante: nós, mulheres negras, recebemos flores? E aqui as flores tem muito mais um caráter simbólico do que o material propriamente dito, é dedicado a nós este cuidado cotidiano? O estereótipo mais comum da mulher negra é o que descreve uma mulher forte, insensível, que aguenta tudo, que é tratada "de qualquer forma", a amante, a clandestina, aquela cuja as práticas sexuais não têm limite, então, qual o cuidado cotidiano seria reservado à nós? É preciso enxergar que nós queremos sim as flores, junto com o respeito, mulheres negras ainda não puderam (historicamente falando da sociedade como um todo e não casos pontuais) experimentar este cuidado e zelo, que por vezes pode oprimir, que mulheres brancas experimentam cotidianamente e já se consideram aptas a ponderar. Como já foi dito, mulheres negras muitas vezes não são sequer consideradas mulheres.
Refletir a distinção das pautas não quer dizer que vamos ignorar todas as demandas convocadas das mulheres brancas (muitas vezes podem ser nossas também), mas, quer dizer sim que vamos nos preocupar em resolver aquilo que nos oprime olhando para o nosso passado, nosso presente e desejando um futuro melhor. Não há como saber onde se quer chegar, se não soubermos de onde viemos, no caso das nossas ancestrais foi um passado de desumanização, exposição, estupros, comércio de nossos atributos (Sarah Baartman tem sua história para não nos deixar esquecer) e nos tratando como se fossemos sempre exóticas.
Nossas ancestrais não eram "donas de si" enquanto tinham seus corpos expostos, medidos, invadidos e sempre nus. E, na revolução de se vestir, não se enganem acreditando que este é um discurso puritano ou moralista, pedindo que mulheres negras se cubram dos pés à cabeça ou "se deem ao respeito" se "vestindo direito", não, não é nada disto. Eu estou falando de nos vestirmos quando e como quisermos, mas tendo em mente que não há mais obrigação de cumprir o padrão "mulata exportação", desde que a escolha de como se vestir seja sua e isto lhe faça bem está tudo liberado, o que buscamos com certeza é a certeza de que não estamos mais servindo de atração para a sociedade que se criou nos expondo nuas em gaiolas.


sábado, 21 de outubro de 2017

MAIONESE CAPILAR SKALA COSMÉTICOS | RESENHA

outubro 21, 2017 1
MAIONESE CAPILAR SKALA COSMÉTICOS | RESENHA | www.naveiadanega.com.br

A onda de cosméticos inspirados nas boas e velhas receitas caseiras da crespas e cacheadas trouxe vários produtos novos ao mercado, um dele foi a "maionese capilar", várias marcas colocaram nas prateleiras produtos cujo o principal ingrediente é a proteína do ovo (base da maionese) e que nós já sabíamos há um tempo que faz super bem para os nossos cabelos. 
A Skala Cosméticos lançou neste ano a sua MAIONESE CAPILAR NUTRITIVA e eu corri para experimentar, entre outros motivos, é um produto liberado para técnica de low poo (que não era muito tradicional nos produtos da marca, a maioria que conhecia tinha parafina) e por ser uma marca que conheço e confio a bastante tempo.

MAIONESE CAPILAR SKALA COSMÉTICOS | RESENHA | www.naveiadanega.com.br
Composição: Aqua, Cetearyl Alcohol, Cetrimonium Chloride, Parfum, Ricinus Communis Seed Oil, Methylchloroisothiazolinone (and) Methylisothiazolinone, Styrene (and) Acrylates Copolymer, Shea Butter Cetyl Esters, Argania Spinosa Kernel Oil, Citric Acid, Hydrolyzed Albumen, Panthenol, Tocopheryl Acetate, CI 19.140, CI 15.985.

O que a marca diz? A Máscara Maionese Capilar Skala Expert possui uma fórmula com ingredientes ricos em nutrientes que dão força, hidratam e desembaraçam todos os tipos de cabelos. Prepare-se para os elogios, recomendamos que use e abuse! 

O que eu achei? A Maionese Capilar Skala me surpreendeu positivamente. A marca não foi a primeira a lançar este tipo de produto, mas, das que experimentei até agora a Maionese Capilar Skala foi a que conseguiu juntar qualidade e precinho num produto só. A parte mais difícil foi encontrar o produto na minha região, Ibirité / Belo Horizonte - MG, rodei algum tempo atrás da maionese e, quando encontrei, foi uma filha única num supermercado próximo à minha casa onde encontrei essa maravilha. Paguei R$6,50 no pote de 1KG, isso com certeza é um preço bem em conta, comparado aos outros produtos que estão no mercado com a mesma chamada.

MAIONESE CAPILAR SKALA COSMÉTICOS | RESENHA | www.naveiadanega.com.br

Efeito nos cabelos: A marca sugere duas formas de uso para o produto: usar o produto como condicionador após a lavagem e hidratação ou como a própria máscara de tratamento, deixando agir por dez minutos e depois realizando o enxágue. Utilizei destas duas formas e ainda experimentei como pré-shampoo e também como finalizador. Como condicionador, o efeito de desembaraço é imediato, mesmo após o shampoo que é quando geralmente nossos cabelos ficam mais embaraçados. Na hora de utilizar como máscara de nutrição a surpresa foi muito boa, meus cabelos que não estavam tão ressecados, mas, naquele estado natural do cabelo crespo que ama uma nutrição amou o efeito, o resultado foi um cabelo definido e com muito brilho, totalmente soltinho, que é um efeito difícil de conseguir após uma nutrição, que geralmente deixam os cabelos pesados nos primeiros dias. Depois foi a vez de testar a Maionese Capilar Skala como "pré-shampoo" e adorei; quando passamos muitos dias sem lavar e finalizar os cabelos, o ideal é fazer o processo de pré poo para que os cabelos estejam mais desembaraçados na hora de receber o shampoo e o tratamento posterior, a Maionese Capilar Skala cumpre, e muito bem, esta função. E por último, resolvi testar a Maionese Capilar como finalizador, por ser livre de pretrolato, parafinas e silicones pesados resolvi experimentar, já que não iria deixar meus cabelos pesados. A sensação que tenho sempre que uso um creme muito leve e sem parafina na finalização é de que os cabelos duram menos tempo arrumados e com a Maionese Skala foi bem diferente, o efeito foi um cabelo solto, muito definido e muito leve (misturada a um pouco de gel líquido), que durou mais de três dias, o que considero muito para um creme totalmente sem parafina. 

MAIONESE CAPILAR SKALA COSMÉTICOS | RESENHA | www.naveiadanega.com.br
A consistência da Maionese Capilar Skala é leve, o que torna o produto fácil de aplicar e impede que os cabelos fiquem pesados, quando utilizada como finalizador. Para aquelas que desejam uma super nutrição, aconselho turbinar a máscara com algum óleo vegetal de sua preferência, mas, para cabelos em condições "normais ou moderadas" de ressecamento o produto dá conta do recado. Originalmente a máscara já conta com os óleos de Argan e Rícino na fórmula. 
Para mais detalhes sobre o produto, tem vídeo no canal com muito mais informações sobre esta maravilha:

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Lola Ogunyemi - MODELO DA CAMPANHA DA DOVE FALA SOBRE A REPERCUSSÃO

outubro 11, 2017 0


Ontem, terça feira (10/10), a modelo Lola Ogunyemi deu entrevista ao Jornal britânico "The Guardian", se manifestando sobre a repercussão mundial da campanha desastrosa da Dove. Entre outros trechos emocionantes, a modelo disse "Há definitivamente algo a ser dito aqui sobre como os anunciantes precisam olhar além da superfície e considerar o impacto que as imagens podem causar, especificamente quando se trata de grupos marginalizados de mulheres.

Algumas coisas importantes precisam ser levadas em consideração, na hora de analisar mais de perto a campanha da Dove e, com certeza, uma que não pode passar desapercebido é a importância da análise de discurso subjetivo, na leitura de uma campanha publicitária. É possível perceber, e também como a própria modelo disse, fora do contexto e do filme completo, que teria cerca de trinta segundos, a campanha é totalmente racista, mas, olhando o todo, a coisa não seria bem assim. 
O que me chama séria atenção é, faria total diferença caso a empresa tivesse diversidade em sua equipe, pois, qualquer pessoa negra conseguiria ter o olhar de "olha, talvez isso não pegue bem!", o que obviamente não aconteceu e essa campanha racista foi ao ar. 


Lola foi bem incisiva em sua entrevista, no sentido de deixar claro que ela não estaria ali se soubesse do resultado e não esteve ali como vítima, ela é uma modelo, este é o trabalho dela, agora o trabalho mal feito da edição atingiu, não só a ela, mas uma parcela imensa da população. 



"Eu sou uma mulher nigeriana, nascida em Londres e criada em Atlanta. Cresci muito consciente da opinião da sociedade de que as pessoas de pele escura, especialmente as mulheres, ficariam melhores se a nossa pele tivesse um tom mais leve.

Eu sei que a indústria da beleza alimentou essa opinião com sua longa história de apresentar modelos brancas ou mestiças como padrão de beleza. Historicamente, e em muitos países, ainda hoje é assim. Modelos mais escuras são usadas ​​para demonstrar as qualidades de clareamento da pele de um produto.
Essa narrativa repressiva eu vi afetar mulheres de muitas comunidades diferentes das quais fiz parte. E é por isso que, quando a Dove me ofereceu a chance de ser o rosto de uma nova campanha de sabonete líquido, eu topei.
Ter a oportunidade de representar minhas irmãs negras para uma marca de beleza global me pareceu a maneira perfeita de lembrar ao mundo que estamos aqui, somos lindas e, mais importante, somos valorizadas.
Então, uma manhã, acordei com uma mensagem de um amigo perguntando se a mulher em um post que ele tinha visto era realmente eu. Entrei na internet e descobri que eu me tornara o cartaz involuntário de uma propaganda racista. Não estou mentindo.
Se você digitar “anúncio racista” no Google agora mesmo, uma foto do meu rosto é o primeiro resultado. Eu estava entusiasmada por fazer parte do comercial e promover a força e a beleza da minha raça, então isso era perturbador.
Apelos estavam sendo feitos para boicotar a Dove e amigos de todo o mundo estavam me procurando para ver se eu estava ok. Fiquei impressionada com o quão controverso o anúncio se tornou.
Se eu tivesse a menor suspeita de que eu seria retratada como inferior, ou como “antes” em uma propagada de antes e depois, eu teria sido a primeira a dizer um “não” enfático. Eu teria ido embora. Isso é algo que vai contra tudo o que acredito.
No entanto, a experiência que tive com a equipe Dove foi positiva. Eu tive momentos maravilhosos no set. Todas as mulheres na filmagem entenderam o conceito e o objetivo – usar nossas diferenças para destacar o fato de que toda pele merece gentileza.
Lembro-me de todas nós entusiasmadas com a idéia de usar camisetas e nos transformarmos umas nas outras. Não estávamos certas de como a edição final iria ficar, nem qual de nós seria realmente apresentada, mas todas pareciam estar alegres, inclusive eu.
Então, o primeiro anúncio no Facebook foi lançado: um videoclipe de 13 segundos comigo, uma mulher branca e uma asiática. Eu amei. Meus amigos e familiares adoraram. As pessoas me parabenizaram por ser a primeira a aparecer, por estar fabulosa. Eu estava orgulhosa.
O comercial de TV completo de 30 segundos foi lançado nos EUA e eu estava novamente na lua. Havia sete de nós na versão completa, raças e idades diferentes, cada uma respondendo a mesma pergunta: “Se sua pele fosse uma etiqueta de lavagem, o que ela diria?”
Repetindo, eu era a primeira modelo no anúncio, descrevendo minha pele como “20% seca, 80% brilhante” e aparecendo novamente no final. Adorei, e todos à minha volta pareciam bem. Eu acho que a edição completa da TV era muito melhor para deixar a mensagem da campanha clara.
Há definitivamente algo a ser dito aqui sobre como os anunciantes precisam olhar além da superfície e considerar o impacto que as imagens podem causar, especificamente quando se trata de grupos marginalizados de mulheres. É importante examinar se o seu conteúdo mostra que a voz do seu consumidor não é apenas ouvida, mas também valorizada.
Posso entender como as fotos que estão circulando na web foram mal interpretadas, considerando o fato de que a Dove enfrentou uma reação no passado pelo mesmo problema.
Há uma falta de confiança aqui, e eu sinto que o público estava certo em sua indignação inicial. Dito isso, também vejo que muito foi deixado de fora. A narrativa não forneceu aos consumidores um contexto no qual basear uma opinião.
Embora eu concorde com a resposta da Dove de se desculpar inequivocamente por qualquer ofensa causada, eles também poderiam ter defendido sua visão criativa e sua escolha de me incluir, uma mulher negra, como o rosto de sua campanha.
Eu não sou apenas uma vítima silenciosa de uma campanha de beleza equivocada. Sou forte, sou linda e não vou ser apagada". (The Guardian)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

PLANETA 50/50 - EU SOU NEGRA E QUERO FALAR: ONU MULHERES BRASIL

julho 28, 2017 0

O Blog Na Veia da Nêga foi convidado pela ONU Mulheres Brasil para participar da semana de visibilidade de Influenciadoras digitais Negras, casando os projetos da Década Afrodescendente com a as ações da Agenda 2030 na Semana em que se comemorou o dia da Mulher Negra, Afro Latino-Americana e Afro-Caribenha, foi falar um pouco mais para o nosso público e o público da Organização das Nações Unidas sobre como nós, negras e digitais, pensamos caminhos e propostas para que essa igualdade seja alcançada. Além do Na Veia da Nêga, outros três canais foram convidados a integrar a ação e puderam compartilhar suas ideias para que nós sejamos um planeta 50/50 em 2030.

Buscar um planeta com igualdade de gênero depende de todos nós, a sociedade como um todo é responsável pelo cumprimento e fiscalização do andamento de todos estes combinados e nós, mulheres negras, como base da pirâmide social, temos mais ainda a missão de fiscalizar e exigir um mundo em que a combinação gênero-raça seja igual para todos. É sabido que mulheres brancas e negras não atingiram ainda a equidade social e, por mais que entendamos que somos diferentes (obviamente), não podemos perder de vista que as diferenças devem nos equalizar e não separar. 

O Brasil foi um dos primeiros países a assumir o compromisso com o desenvolvimento e apoio de políticas que busquem dar equidade aos gêneros, em 2015 com a então presidente eleita Dilma Rousseff, o Brasil se comprometeu diante de outros países a levar todas as mulheres em situação de violência à serem assistidas e protegidas através do programa “Mulher, Viver sem violência”; cuidados de saúde materna e assistência às meninas; plano para os cuidados prestados às vítimas de violência sexual por parte de profissionais de segurança pública e de saúde; grupo de trabalho sobre a saúde para as mulheres com deficiência; licença-maternidade para mulheres militares; permissão de registro do nascimento de filhas e filhos sem a presença do pai.

Diante da situação política do nosso país, tendo pouca ou nenhuma estabilidade democrática é preciso estar atenta ao cumprimento das metas e, em casos de violência que não seja resolvido por nossas instâncias comuns, recorrer sim aos órgãos internacionais. Mesmo tendo total consciência de que não é fácil ou tão acessível assim as pessoas pobres do país, o fato de divulgarmos esta informação já é um grande passo.


O convite da ONU Mulheres Brasil é, além de uma imensa responsabilidade, uma honra e um reconhecimento de todo um trabalho que vem sendo feito de informação e conscientização das mulheres brasileiras, é impressionante saber que estamos sendo observados e acompanhados justamente por quem tem feito um trabalho mundial e tão importante. 

Quanto aos caminhos para igualdade, dentre tantas coisas que precisamos melhorar para fortalecer as mulheres negras deste país, sugeri a educação como caminho para alcançarmos isto. Nós como a maioria na base da tal pirâmide social somos a base também da transformação, se as mulheres negras que carregam esta sociedade, quase que literalmente, nas costas, forem movidas para situações positivas dentro da estrutura, com certeza o restante da sociedade se move junto. Educação e conhecimento pode sim mudar o rumo de muitas histórias negras e, é papel do estado fornecer condições para isto, promovendo equidade entre as raças. O que isto quer dizer? Se determinado grupo social precisa de duas vezes mais condições para acessar o mesmo serviço, é papel do estado fornecer estas condições de forma profissional para mulheres negras, a fim de que a situação se iguale. A equidade no acesso educacional é um, dos muitos, caminhos para que haja igualdade de gênero-raça no Brasil em 2030.
Quer saber mais? Assista aos vídeos no canal, se inscreva e deixe seu comentário sobre o que você acredita ser o melhor caminho para atingirmos esta meta.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

COMO É SER BLOGUEIRA, ATIVISTA E NEGRA NO BRASIL

julho 17, 2017 2
Lívia Teodoro - Blog Na Veia da Nêga (Foto: Jéssica Pinheiro)
A maioria das pessoas acreditava que depois do Youtube os blogs desapareceriam, mas nós, mulheres negras, começamos muito recentemente ocupar as redes sociais como criadoras de conteúdo e influenciadoras digitais, logo, para nós o mundo dos blogs é uma novidade que ainda tem muito para explorar. 

A possibilidade de aparecer e distribuir conteúdo quase que de graça, amplifica a atuação, porém para ter destaque o caminho das pedras é um pouco mais longo. A atuação das blogueiras, lá no começo do que eram considerados blogs que passaram a ser fonte de renda e também fama, geralmente era voltada para beleza, maquiagem e os assuntos que fugiam disto pareciam estar confinados aos textos que só um público específico acessaria para ler. Hoje a coisa mudou um pouco, todo conteúdo pode chegar à "todo mundo", claro que levo aqui em consideração que a internet não é universal e nem todas as pessoas tem acesso a ela, sendo assim ficou estabelecido que não é preciso ou possível falar somente de beleza ou maquiagem. 

Mas, será que dá para encaixar posicionamento político nisto? O que paga, usualmente, o trabalho de blogueiras e influenciadoras digitais são empresas que querem que o seu produto ou serviço chegue até o público que aquela profissional alcança, seria uma equação simples, já que cada tipo de influenciadora digital alcança determinado público e que também pode variar de acordo com a situação, mas não é. Geralmente alguns outros fatores são levados em conta na hora de pagar por este ou aquele trabalho, um dos principais é: vivemos num país cujo o senso estético é pautado pelo machismo e o racismo. O que é bonito vende e provoca a venda, então, o que é considerado bonito numa sociedade que rotula o negro como feio ou inadequado? Não precisamos pensar muito para responder. E neste ciclo as blogueiras negras brasileiras acabam tendo poucas alternativas: ou bem falam de assuntos que somente nós podemos falar, nisto incluo maquiagem e produtos para cabelos crespos ou cacheados, aproveitando este "boom" da indústria cosmética que resolveu enxergar este nicho mercadológico, ou escolhem, como no meu caso, incluir opiniões consideradas muitas vezes "polêmicas" e que talvez não agrade tanto o que o mercado procura enquanto influenciadora. 

Lívia Teodoro - Blog Na Veia da Nêga (Foto: Jéssica Pinheiro)
Se posicionar politicamente neste caso, não quer dizer, somente, declarar publicamente para qual partido você torce, como se isto tivesse se tornado mais uma partida de futebol, mas, inclui declarar abertamente seu posicionamento em relação a questões sociais, como por exemplo, o racismo, o machismo, a solidão da mulher negra, racismo estrutural e tantos outros assuntos que se não todas, mas a maioria, das empresas ainda pratica no nosso país. É muito interessante que estejam sendo pensadas campanhas publicitárias que incluem pessoas negras, pessoas LGBT+, pessoas gordas, isto não é mais que obrigação de empresas que buscam ter um posicionamento considerado socialmente correto, mas, fora dos telões, será que as empresas estão mudando a forma como lidam com este público? Será que estas empresas estão empregando estas populações até então "marginalizadas" e tirando o discurso dos banners e comerciais? Ao trabalhar com uma influenciadora digital ou blogueira que assume este tipo de posicionamento as empresas temem que o tiro saia pela culatra ou, pior ainda, temem perder uma parte do público que não se agrada por posicionamentos socialmente corretos. 

Ser blogueira, negra e ativista digital no Brasil ainda é um desafio delicado, já que é preciso conciliar a sua atuação com o interesse das empresas que utilizam deste tipo de profissional para fazerem suas campanhas, sem vender a sua opinião ou crenças. Não é um trabalho simples de ser feito. 

Outro ponto que é impossível não parar para pensar, é o quanto o racismo também impacta no alcance deste tipo de trabalho. Quantas pessoas negras você conhece, fazendo um bom trabalho nas redes sociais, mas que não tem tanta visibilidade? É coincidência? Sorte ou falta dela? Será que estas pessoas não estão se esforçando o suficiente? Ou elas simplesmente não são vistas, por conta daquele nosso “gosto”, criado nos parâmetros da nossa sociedade? Ou, vamos além, será que se talvez ela se posicionasse menos e se mostrasse mais, a coisa mudaria de figura? 

Muitos dos desafios que encontramos na nossa caminhada, poderiam não existir se não fosse o racismo e por sabermos que teremos sempre que conviver com ele, é impossível largar do nosso posicionamento político à cerca das questões que nos atinge. O que não quer dizer porém, que sejamos programadas para falar somente de assuntos relacionados ao posicionamento sobre as questões sociais que atingem as pessoas negras, muito pelo contrário, ser blogueira negra no Brasil é cumprir vários desafios, conseguir desenvolver um bom trabalho sem vender a sua essência, conseguir falar de diversas temáticas, ser remunerada por isso de forma justa e fazer tudo isto tendo a liberdade de falar do que quiser, sem ser questionada ou obrigada a fazer algo, por ser negra. 

Embora não seja fácil a tarefa de se manter neste mercado que cobra muito mais de nós, em qualidade e diversidade, para estar lá, ser blogueira e negra num país onde o estado é planejado para que a pessoa negra não acesse determinados meios é um ato de resistência, que prova que a internet pode ser uma das ferramentas de mudança que as pessoas negras têm nas mãos. Está também nas mãos do público, portanto, buscar e prestigiar o trabalho de pessoas negras que, sendo ou não militantes, tem diversificado o mercado além dos produtos capilares que, embora sejam importantes, não resumem o universo da negritude digital.

SE VOCÊ É NEGRO, PRECISA LER ESTE TEXTO: SER OU FAZER PARTE DE UMA MINORIA NÃO TE IMPEDE DE SER OPRESSOR

julho 17, 2017 0

É muito difícil reconhecer privilégios, para uma população que tem pouco ou nenhum lugar de prestígio dentro da sociedade isto é uma tarefa muito difícil, mas, precisamos parar para pensar neste assunto.

Pessoas negras não tem lugar de privilégio na sociedade falando de maneira macro, institucional e de classe, mas, entre nós, é possível encontrar pessoas com mais ou menos prestígio social e que, vez ou outra, podem ser opressoras com minorias que estão dentro de minorias. Se não entendeu, eu explico! Pessoas negras não serão (tão cedo) padrão dentro da sociedade brasileira, pelo simples fato de sermos negras, mas, estar próximo ao que é considerado padrão, ou seja, branca, magra, heterossexual, cabelo “cacheado” comportado e que tenha os famosos “traços finos”, lhe confere algum destaque em relação a pessoas negras que não estão próximas deste ideal. Ser magra, de pele clara e heterossexual, por exemplo, te deixa bem à frente de pessoas gordas, negras de pele escura e homossexuais, deu para entender? E, quando alguém aponta isto, não está querendo dizer que você é privilegiado diante de toda uma sociedade que não te enxerga como portador de vantagem, mas sim, diante daquela outra pessoa que, mesmo também sendo negra como você, vai enfrentar outras opressões além do racismo. Entendeu?

No entanto, mesmo tendo isto claro nas nossas cabeças, não é tarefa fácil reconhecer isto e, mais ainda, se lembrar disto sempre na hora de falar sobre estes assuntos, já que a nossa reação enquanto integrantes de minorias sociais (e não estamos aqui falando de número de pessoas, sei bem que a população negra é a maior parte da sociedade brasileira) é, normalmente, se defender, tentar justificar ou mostrar logo quais e quantas são as opressões que nós sofremos diariamente. É importante ter em mente que este não é um concurso de “quem sofre mais”, “quem apanha mais” ou “quem é mais desprezado pela sociedade", nada disto, mas nós que não somos gordas, por exemplo, precisamos reconhecer que caso nós não tenhamos consciência do nosso lugar, nós também seremos uma fonte de sofrimento para as pessoas que já precisam aguentar todos os dias o massacre da sociedade. Se r gordo não é, necessariamente, uma doença e não vamos nem entrar no mérito de “saúde”, porque isto pode ser só uma desculpa para você esconder a sua gordofobia, você se preocupa tanto com a saúde dos outros, mas, quantos copos d’água bebe por dia? Fuma? Faz exercícios regulamente? Consome álcool com frequência? Isso tudo são comportamentos que, caso você seja magro, ninguém fiscaliza sob esta justificativa. Se a pessoa gorda se sente bem com o que ela é, que tal nós que não somos gordas, não normalizamos aqueles comentários como “eu acho você linda, mas eu não fico bem gorda” (você pode até achar isto, do fundo do seu coração, sem nenhuma maldade, mas, cá entre nós, qual a necessidade de falar isto para uma pessoa gorda?), “ai, como eu tô gorda” (isto depois de comer bastante numa festa e continuar enfiada no seu jeans 38), “nossa, viu como fulana está gorda... ” (como se isto fosse um defeito super relevante), entre outros comentários que nós, que não somos gordas, fazemos rotineiramente e sem pensar que isto incomoda as pessoas que são.

A mesma reflexão serve para as pessoas negras e de pele clara, sabemos muito bem que ser negro no Brasil é complicado, para TODAS AS PESSOAS NEGRAS independente do tom da pele, mas, é preciso reconhecer que a questão do racismo no Brasil é pigmentocrática e quanto mais escuro você é, mais racismo você sofre, já para as pessoas de pele clara, quanto maior for a sua passibilidade branca, maior a possibilidade de ser tolerada em alguns meios. Isto também vale para características físicas que não são negroides, lábios pequenos, nariz pequeno, testa menos protuberante e por aí vai... apontar este tipo de privilégio, como já dito neste texto, entre pessoas negras precisa ser visualizado e enxergado como um ponto a equilibrar e não uma disputa infundada de “quem sofre mais”, porque isto não contribui em nada no nosso crescimento enquanto povo.

Entender que nós, pessoas negras e heterossexuais, temos privilégios em relação as pessoas negras não-hétero, não é dizer que nossa vida é tranquila e sossegada nos nossos relacionamentos “normativos”, entendo bem que relacionamento entre pessoas negras não é “normativo” para uma sociedade racista, raramente nós somos a família representada no casal da propaganda de margarina. Mas, é preciso que reconheçamos que se estivermos dentro do esperado pela tradicional família brasileira (isto quando estamos num relacionamento, porque a solidão da mulher negra é um fato que não tem discussão), vai ser muito mais aceito um casal de homem e mulher cis de mãos dadas na rua, do que duas mulheres ou dois homens negros. Discursos como “já basta ser preto, ainda tem que ser viado”, é algo que nós que não assumimos relacionamentos homossexuais nunca vamos escutar. Sem falar é claro, dos homens negros gays que são sempre enquadrados em lugares que a hiperssexualização dos nossos corpos os coloca, os ativos, besuntados em óleo e prontos para serem o fetiche sexual de todos que quiserem, que é outro problema enfrentado pelos gays negros, segundo os relatos que escuto.

São muitas as particularidades que nós, pessoas negras, temos e não precisamos levar a discussão “para fora de nós”, fico pensando o quanto da desumanização restante da escravidão não permanece em nosso pensamento. Nós temos tantas facetas que nos diferenciam e, mesmo assim, continuamos comprando a ideia de que “preto é tudo igual”, não, não é, não somos todos iguais e o que nos diferencia é que nos faz especiais. E, principalmente, reconhecer que temos as nossas diferenças sabendo que isto não pode nos separar, mas sim nos tornar mais conscientes de como e porque devemos, ou não, dar aquele abraço ou aquele espaço ao outro. Negro não é tudo igual, pessoas não são todas iguais e nós precisamos saber como, quando e até onde vai nosso tratamento com o outro. Respeito é a base para qualquer relação, com qualquer outra raça, mas, foi tirado de nós esta humanidade e o cuidado com a outra pessoa negra acaba ficando em outro plano, ou pior, acaba não existindo, porque fomos ensinados pelo racismo que “negro é tudo a mesma coisa”.

Discutir não é sinônimo de brigar, discutir é debater determinado assunto para chegar, ou pelo menos tentar chegar há um consenso que seja bom para todos os lados e, neste caso, esta é uma discussão entre pretos, para pretos e que deve ter o propósito de crescimento, não ser mais um ponto de discordância que nos separe e fortaleça o macro opressor que temos em comum: o racismo.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

CINCO DICAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DAS SUAS FOTOS PARA REDES SOCIAIS | INSTAGRAM

julho 14, 2017 2

As redes sociais fizerem aflorar um lado de quase todos os seres humanos: a atenção ao apelo essencialmente visual, melhorar a qualidade das fotos de suas redes sociais, em especial o Instagram, é uma maneira de manter um público fiel e interessado. Por isto, a missão do post de hoje é dar dicas simples e acessíveis, para melhorar a qualidade das fotos que você leva para as suas redes sociais.

1. APROVEITE O SEU EQUIPAMENTO
Lógico que todas nós gostaríamos de ter à disposição equipamentos de última geração, com focos aperfeiçoados, variações de regulação de luz, abertura de diafragma e todos os recursos possíveis, porém, precisamos trabalhar com a realidade e fazer funcionar o equipamento que você tiver disponível. Sendo assim, se você não tem dinheiro para comprar uma super câmera mas vai poder investir num super celular, pesquise bem sobre os recursos que ele disponibiliza quanto a fotografia ou, se você já tem um celular que fotografa muito bem, aproveite para ver tutoriais de como extrair a melhor qualidade da sua câmera, dicas simples de configuração podem transformar seu celular num super equipamento. 

2. LIMPE A CÂMERA ANTES DE TIRAR AS FOTOS
Outra dica ainda falando de celulares é esta que, apesar de parecer boba, nem todo mundo se lembra. O celular geralmente fica nas nossas mãos o tempo todo e sem prestarmos muita atenção onde o dedo está apoiado, o resultado é que na hora da foto ela sai completamente embaçada e você fica se perguntando porque, quando o motivo pode ser a simples marca da sua digital no meio da sua lente. Tenha o costume de dar uma "limpadinha na lente" antes das suas fotos.


3. A LUZ DO DIA É SUA MELHOR AMIGA
Eu sei que as vezes é impossível não tirar aquela foto meio desfocada, sem qualidade e durante a noite mas, sempre que possível, opte por fazer as suas fotos durante o dia. Por mais que o equipamento seja bom, sem uma luz bastante boa as fotos não ficam tão bonitas e não existe nenhuma luz melhor que a luz natural. Como são fotos para as redes sociais e já falamos sobre planejamento aqui no blog, é relativamente fácil montar um cronograma e se isto couber numa parte em que haja luz natural, é melhor ainda! Escolha um local em que a luz venha por todos os lados, para não deixar uma parte da foto mais escura que a outra e capriche nas composições. Se ainda assim for inevitável fazer as fotos a noite, capriche na luz artificial, deixe-a difusa, com uma distância legal do objeto ou rosto e cuidado com os "estouros" de flash.

4. O CENÁRIO É PARTE DA ALMA DA FOTOGRAFIA
Por mais que você tenha um produto ou maquiagem incrível para fazer a foto, o fundo vai contribuir muito para que ela seja ou não um sucesso visual. Falando em especial do Instagram, que está se tornando cada vez uma rede mais minimalista, clean e "organizada", quanto menos poluído o fundo, melhor. Não necessariamente branco, apesar dos "feeds brancos" fazerem grande sucesso, o segredo parece estar no minimalismo (fundo branco ajuda a conseguir uma unidade, claro), onde um fundo menos carregado tem total influência. Mesmo para as fotos "aleatórias", quero dizer com isto imagens produzidas com frases ou figuras geométricas, tendem a ser melhor recebidas se forem mais "limpas", sem muito texto, lugar de massa de texto é na legenda, não na foto.

5. MANTENHA UM FEED COERENTE
Muita gente chama de "feed organizado", eu também já usei esta expressão, mas, hoje prefiro usar a palavra coerência, porque organizada mesmo nem a vida anda sendo, com a correria dupla (as vezes tripla) que todas nós que não vivemos de blog enfrentamos. Por isto, tentar manter a coerência visual talvez seja mais simples do que ficar o tempo todo buscando a organização "foto - fundo branco - foto", que apesar de ficar maravilhosa, toma, muitas vezes, mais tempo do que realmente temos para cuidar destas coisas. Então tente manter uma unidade visual a cada 3, 6 ou 9 fotos, para que ao olhar seu feed por completo seu público consiga identificar ali um padrão e, com o tempo, reconhecer a identidade das suas fotos, antes mesmo de perceber que foi você quem postou. 

O próximo post será sobre edições para fotos do Instagram, apps para android e sites que facilitam a produção de imagens para as suas redes sociais, fique ligada.

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